O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Caires (Republicanos), afirmou que precisa ter o comando de um partido para viabilizar sua pré-candidatura ao governo do Estado em 2026, mas negou que tenha dado prazo ao governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) para entregar a direção do Republicanos no Tocantins. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Tribuna do Povo, da Rádio 9 FM, de Gurupi.
ATÉ SEXTA-FEIRA
Como a coluna Em Off divulgou nessa terça-feira, 3, numa reunião na manhã de segunda-feira, 2, na sala VIP da Assembleia Legislativa, Amélio ligou para o governador na frente de quatro pessoas. De acordo com o que disseram as fontes da coluna ele disse a Wanderlei que não aceita ser vice da senadora Dorinha Seabra Rezende (UB) e nem candidato a senador da chapa dela. Amélio garantiu que será candidato a governador e que espera que Wanderlei entregue o partido a ele até sexta-feira, 6. Caso isso não ocorra, deixou claro que vai seguir o seu caminho.
PRECISA PRESIDIR
Segundo Amélio, presidir a legenda é importante para dar segurança política à construção da candidatura. “A partir do momento que eu for candidato a governador, eu tenho que ter uma agremiação que eu possa presidir. Não posso propor governar o Estado atrelado a uma ou outra agremiação”, afirmou.
PREFERE O REPUBLICANOS, MAS…
Apesar disso, o presidente da Aleto disse que prefere permanecer no Republicanos, partido pelo qual foi eleito deputado estadual e que hoje abriga o governador e a maior estrutura política do Estado. “Eu gostaria de estar no Republicanos, que é o maior partido do Estado, com mais de 50 prefeitos e quase 400 vereadores. Mas a nossa candidatura não está atrelada exclusivamente ao Republicanos”, avisou, acrescentando que já recebeu convites de outras legendas, como Solidariedade, PSB e MDB.
NEGA ULTIMATO
Durante a entrevista, Amélio também rebateu a informação de que teria estabelecido até esta sexta-feira para que Wanderlei decidisse se entregaria o comando do partido a ele. “Não, de forma alguma. Minha relação com o governador Wanderlei sempre foi de parceria, institucional e pessoal. Essa conversa nunca chegou nesse nível e nem chegaria”, afirmou.
JANELA PARTIDÁRIA
O deputado atribuiu a interpretação ao fato de que a abertura da janela partidária se aproxima — período em que políticos podem trocar de partido sem perder o mandato. “Talvez tenham interpretado assim por causa da abertura da janela partidária, mas não há necessidade dessa pressa. Temos até 4 de abril”, disse.
DISPUTA NO GRUPO GOVERNISTA
A movimentação de Amélio ocorre em meio à disputa interna no campo governista para a sucessão estadual. A senadora Dorinha Seabra Rezende (União Brasil) também se coloca como pré-candidata ao governo e busca o apoio de Wanderlei Barbosa. Na entrevista, Amélio afirmou ver com naturalidade a multiplicação de nomes dentro do grupo político e classificou o cenário como parte do processo democrático. “Cada um coloca sua pré-candidatura, é legítimo. A professora Dorinha já colocou o nome dela há mais tempo. Nós também colocamos o nosso agora”, disse.
CHAPA DEFINIDA
Ele lembrou, inclusive, que a senadora já tem dito que está com a chapa completa, com os dois senadores, mas Amélio não citou os nomes, que são Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (UB). “Eu entendo que a professora Dorinha já colocou essa candidatura dela como uma formação definida de chapa, talvez seja a única pré-candidata que já definiu a chapa: ‘olha, eu sou governadora, senadora fulano, senadora ciclano’; e a gente está construindo ainda. Hoje a gente teria talvez aí uma pré-definição com o deputado Alexandre Guimarães, numa das vagas de senador nosso”, apontou.
APOIO DE DEPUTADOS
O presidente da Aleto afirmou que já iniciou a organização de um grupo político para estruturar a pré-campanha e disse contar com apoio expressivo entre deputados estaduais. “Antes mesmo daquele episódio de afastamento do governador, tivemos uma reunião em que cerca de 19 deputados manifestaram apoio à nossa candidatura”, afirmou. Ele ponderou, no entanto, que o período atual é de reorganização partidária e montagem de chapas proporcionais, o que pode levar parlamentares a buscarem outras composições.
CAMPANHA PELO ESTADO
Amélio também afirmou que pretende percorrer todas as regiões do Tocantins para apresentar seu projeto político. Natural da região do Bico do Papagaio, ele reconheceu que precisará ampliar a presença eleitoral no sul do Estado. “Nosso projeto é para o Tocantins inteiro. Vamos conversar com prefeitos, vereadores e com a sociedade para ouvir as pessoas e construir um projeto de governo”, disse.
SEM FECHAR AS PORTAS
Mesmo defendendo a candidatura ao Palácio Araguaia, o presidente da Assembleia afirmou que a política exige diálogo permanente e não descartou outras possibilidades no futuro. “Nosso interesse é ser candidato a governador. Mas política é diálogo e a gente nunca fecha portas”, concluiu.
















