NOVA TITULAR?

A jornalista e publicitária Déborah de Miranda Lôbo pode voltar a comandar a Secretaria Municipal da Comunicação. Tudo caminha para que ela substitua o jornalista Élcio Mendes na gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos). Déborah pilotou a Secom de Palmas na gestão Cinthia Ribeiro entre 2018 e 2019.
CPI DO FÁBIO VAZ

A irritação dos deputados estaduais com o ex-secretário estadual da Educação e pré-candidato a deputado federal Fábio Vaz (Republicanos) pode extravasar as raias da tribuna. Existe um movimento para se abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Vaz e que contaria com parlamentares de oposição e situação. Entre os motivos apontados estariam processos com indícios de superfaturamento e desvios e com atesto inexistentes, mercadorias não entregues, compra de apoio políticos em troca de cargos públicos, mudança de pessoas concursadas fora do prazo probatório em troca de apoio e chamamento de esposa de vereador em concurso em troca de apoio.
FÁBIO INCOMODA MUITA GENTE
Desde há alguns meses que a coluna vem mostrando que a atuação de Vaz à frente da Seduc incomodava gente da situação e da oposição. Da base governista, Janad Valcari (Progressistas) foi a primeira a se levantar porque acusa o ex-secretário de usar a estrutura da pasta para supostamente assediar aliados de outros concorrentes, inclusive, prefeitos.
JANAD DISPARA
Nesta semana, Janad disparou contra o ex-secretário. Num aparte afirmou: “Ele [Vaz] se importa se o bolso dele está cheio e se o projeto dele é favorável. Esse é o problema da questão da educação, de estar prejudicando todos os professores e toda a equipe. Então, enquanto não tiver no grupinho dele para satisfazer o projeto dele, é isso que ele vai fazendo. Ele não se importa com a benfeitoria, com as coisas que são bem para o povo. Infelizmente, ele se importa com ele“.
Assista:
RIDÍCULO
Pela oposição, Júnior Geo (PSDB) vem demonstrando extrema insatisfação com Vaz. Esse aparte de Janad foi após uma fala do tucano na sessão de terça-feira, 7, para questionar o edital de redistribuição dos professores aprovados no concurso feita ainda na gestão do ex-secretário. Geo classificou o documento de “ridículo” por em um de seus pontos questionados exigir que o professor, para ser redistribuído, renuncie ao concurso de forma irretratável.
1º CHOQUE PALÁCIO E ALETO
Outra frente de polêmica da Assembleia é sobre a formação das comissões permanentes. A nova oposição — agora turbinada com 9 membros contra 15 da base palaciana — é contra recompor esses colegiados internos por causa das mudanças de partidos dos deputados. No alvo, as três principais comissões da Casa: a Constituição, Justiça e Redação (CCJ), a de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle; e a de Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor e Serviço Público.
NA MÃO DA OPOSIÇÃO

Na forma como está agora, após o fechamento da janela partidária na sexta-feira, 3, as presidências dessas três mais importantes comissões ficaram com a oposição — todos ex-palacianos colocados na função no início de 2025 justamente porque eram muito próximos do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) na época. A CCJ está sob o comando de Valdemar Júnior, que trocou o Republicanos pelo MDB; a Finanças com Olyntho Neto, que também deixou Republicanos para se filiar ao MDB; e a de Administração e Defesa do Consumidor com Jorge Frederico, também recém-saído do Republicanos para se filiar ao PSDB do pré-candidato a governador e deputado federal Vicentinho Júnior.
REGIMENTO I
Os palacianos apontam uma mudança feita no artigo 228 do Regimento Interno da Aleto, que trata da questão e prevê que o deputado que se desvincule de sua bancada perde o direito de ocupar função na comissão, porque pertence ao partido, que é quem indica os membros.
REGIMENTO II
Contudo, houve uma alteração nesse artigo em 17 de fevereiro do ano passado, que diz que “salvo nos casos de desfiliação partidária realizada com justa causa reconhecida ou autorizada pela Justiça Eleitoral, bem como na hipótese de desfiliação ocorrida durante a janela partidária prevista na legislação eleitoral”. Bingo!
CASO PENSADO
Há palacianos dizendo que a alteração do ano passado foi de caso pensado. Mas na época todo mundo era amiguinho. Será?
2º CHOQUE PALÁCIO E ALETO
Do ponto de vista da opinião pública, o primeiro embate entre Paço e Assembleia já pode estar ocorrendo. A coletiva convocada para a tarde desta quinta-feira, 9, pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos pode ser a prova disso. Ela vai, conforme o comunicado da pasta à imprensa, “reforçar a importância” da aprovação do Projeto de Lei do Executivo nº 01/2026, que autoriza o Estado a celebrar contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 56.002.063 para investimentos em eixos estratégicos da política ambiental, por meio do Projeto SustenTO. “A formalização do contrato está condicionada à publicação da lei autorizativa, sendo imprescindível o cumprimento do prazo limite até o próximo dia 18 de abril, data estabelecida para a assinatura do contrato com o BNDES. A eventual perda desse aporte representaria a interrupção de uma agenda estruturante, baseada em financiamento não reembolsável e voltada a investimentos estratégicos na área ambiental”, avisa a secretaria.
ATA E DESATA

Ainda sobre oposição e situação na Assembleia, dois atos publicados no Diário Oficial segunda, 6, e terça-feira, 7, chamaram a atenção. O de segunda nomeou Rodolfo Olinto Rotoli Garcia de Oliveira — irmão do deputado Olyntho Neto, hoje oposicionista do MDB — para o cargo de Assessor Especial III – CEA-3, da Secretaria da Administração, “redistribuído, até vacância, com o respectivo ocupante, para a estrutura operacional da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins”.
INSUBSISTENTE
O outro ato, do dia seguinte, tornou insubsistente esse primeiro.Ou seja, retirou sua validade e eficácia.
RACHOU O FLÁVIO NO “APAVORO”

A líder indígena do Tocantins e pré-candidata a deputada estadual pelo PT, Narubia Werreria, ex-secretária estadual dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins, cercou o pré-candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, na saída do Congresso, e lhe deu o maior sufoco, ao chamá-lo de “miliciano”, “entreguista” e dizer que o filho de Jair não ama o Brasil, depois de entoar o “sem anistia”. Foi no mesmo momento em que Flávio levava um “apavoro” também do jornalista Guga Noblat, do ICL Notícias, que perguntava ao presidenciável sobre o fato de ele ter empregado familiares de milicianos em seu gabinete quando deputado estadual do Rio.
DS CONTRA KÁTIA

Ainda na esteira da repercussão da filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao PT, a tendência Democracia Socialista (DS) também se manifestou contrária, como a Articulação de Esquerda, que ingressou com recurso junto à executiva nacional da sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já rejeitado. A DS diz em nota que “expressa sua profunda preocupação e veemente crítica ao processo de filiação da ex-senadora Kátia Abreu”. “Embora reconheçamos a importância de ampliar nossas fileiras, reafirmamos que tal expansão deve ocorrer em estrita observância aos princípios democráticos e às normas estatutárias que, historicamente, balizam nossa construção partidária”, defende.
MINAR A PRÓPRIA ESSÊNCIA
De acordo com a tendência, “a filiação de figuras públicas de projeção nacional, por sua natureza e impacto político, exige uma análise aprofundada e deliberação transparente pelas instâncias locais e setoriais — o que não foi observado neste caso”. “Questionamos a postura da presidência do Partido que, ao chancelar um processo de filiação à revelia dos ritos estatutários e do debate orgânico, desconsidera não apenas a letra de nosso Estatuto, mas também a rica tradição histórica de construção coletiva. Ignorar o papel, a voz e o direito à deliberação das instâncias partidárias são minar a própria essência de nossa democracia interna, transformando decisões coletivas em atos centralizados“, diz a nota.
Confira a íntegra:
FRASE DO DIA

“O fogo é o principal desafio ambiental do Estado.”
Marcelo Lelis, secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ao lançar na terça-feira, 7, a nova edição do projeto ‘Foco no Fogo’.












