A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira, 18, 18 mandados de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Entre os alvos das buscas, autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado.
ALVOS E LOCALIDADES DAS BUSCAS
As ações da Polícia Federal ocorrem simultaneamente nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além do senador Jaques Wagner, que teve seu endereço em Salvador e o hotel onde reside em Brasília vasculhados, a operação mira o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master.
Agentes federais também cumpriram mandados em Salvador no endereço de Eduardo Sodré Martins, enteado do senador baiano.
INVESTIGAÇÃO E MEDIDAS CAUTELARES
De acordo com a Polícia Federal, as investigações da Operação Compliance Zero apuram um esquema que envolve crimes de corrupção e ocultação de bens. Além dos mandados de busca e apreensão, o ministro André Mendonça determinou a aplicação de medidas cautelares aos investigados, que incluem a proibição de manter contato entre si e a suspensão de seus passaportes.
HISTÓRICO E CONTEXTO POLÍTICO
Esta é a primeira vez que a linha de investigação da Operação Compliance Zero, focada no Banco Master, atinge integrantes do núcleo político do atual governo federal. Em fases anteriores, as apurações da PF haviam envolvido o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Jaques Wagner é ex-governador da Bahia e um dos principais articuladores políticos do Partido dos Trabalhadores (PT). Em maio, o parlamentar concedeu entrevista à imprensa na qual comentou sobre as operações do Banco Master e detalhou as relações do PT baiano com o empresário Augusto Lima.
OUTRO LADO
A assessoria do senador Jaques Wagner foi procurada por meio do aplicativo WhatsApp, mas ainda não se manifestou sobre a operação. A defesa do empresário Augusto Lima também foi contatada pela reportagem e, até o momento, não enviou um posicionamento oficial. (Com informações da Folha de S.Paulo)











