CLEBER TOLEDO
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Quase 60% dos pequenos negócios do Tocantins perderam mais de 50% da receita durante a pandemia e 46% deles demitiram, diz pesquisa

Levantamento da Associação dos Jovens Empresários e Empreendedores do Tocantins (AJEE-TO) junto a seus associados, entre os dias 14 e 23 de abril, para identificar os principais problemas enfrentados e estratégias adotadas pelos empresários tocantinenses, mostra que 62,4% dos entrevistados relataram grandes prejuízos e outros 25,4% tiveram pequenos prejuízos. Ainda 93,1% responderam que houve redução do faturamento da empresa durante a quarentena. Conforme a associação, o mais preocupante é que 57,1% tiveram queda acima de 50% sobre a receita média.

Cerca de 200 entrevistados

AJEE-TO contou com a contribuição de cerca de 200 empresários de diversos segmentos no estudo e de várias cidades do Estado, onde 42,2% eram proprietários de microempresas (ME), 23,1% são donos de empresas de pequeno porte (EPP) e 13,9% são microempreendedores individuais (MEI).

39,3% com equipes reduzidas

Sobre a situação das empresas na pandemia, a pesquisa indicou que 39,3% estão abertas com redução de equipes, 28,3% estão em regime de home office, 19,1% fecharam as portas e apenas 11% funcionam normalmente.

30,6% não buscaram alternativas

Dentre as estratégias alternativas que foram adotadas, 30,6% responderam não ter adotado nenhuma, 26,6 % adotaram o trabalho remoto (home office) e 19,1 % criaram ou terceirizaram o serviço de entrega (delivery). Os dados mostraram ainda que 8,1% dos entrevistados criaram sites ou adotaram o e-commerce.

46,2% demitiram

A pesquisa também diz que 46,2% das pequenas empresas tocantinenses já precisaram demitir. Elas desligaram de um a dois funcionários, em média. Desse grupo de empresas que já demitiram, o número total até o fim da pesquisa já era de 190 pessoas dispensadas.

Retomada amenizaria

Além disso, 92,5% dos entrevistados acreditam que a retomada das atividades com os devidos cuidados poderá amenizar os prejuízos econômicos.

Prontos para atender exigências da OMS

De acordo com o levantamento, 72,3% dos empresários disseram conhecer, estarem aptos e possuirem estrutura física e financeira para atender as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), para prevenção à Covid-19, com reabertura gradativa das atividades.

35,8% buscaram crédito

Sobre soluções financeiras, 35,8% dos empresários pesquisados responderam que já buscaram por crédito (empréstimos e/ou financiamentos) em alguma instituição financeira. Os dados mostraram também que 37,1% responderam não ter encontrado nenhuma possibilidade de crédito. Para 27,4%, as linhas de crédito oferecidas são as mesmas de antes da pandemia. Dos entrevistados, 22,6% recorreram ao crédito para capital de giro relacionado à folha de pagamento emergencial, 8,1% capital de giro emergencial e 4,8% consideraram que as linhas de crédito estão ainda mais caras.

Formas de reduzir os impactos

O presidente da AJEE-TO, Renan Macedo, disse que, diante desse resultado, continuará buscando o diálogo tanto com os associados, quanto com as gestões municipal e estadual para sugerir formas de diminuir os impactos econômicos. “Também iremos buscar parceiros estratégicos para apoiar as empresas na busca por alternativas de crédito e remodelagem do negócio neste momento tão difícil”, afirmou.


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