“Algumas pessoas sairão da sua vida como consequência da sua evolução espiritual. Mudanças internas atraem mudanças externas.”
Há uma sabedoria silenciosa nesse movimento que, à primeira vista, pode parecer perda, mas, na verdade, é depuração.
Se não bastasse o inevitável envelhecimento da matéria, que nos oferece o amadurecimento e compreensão de tudo que ocorre, a alma, em especial, quando amadurece, como partícula de energia oriunda da fonte maior, começa a vibrar em frequências que já não combinam com antigas afinidades. E, como os ensinamentos espiritualistas nos ensina, “ninguém perde ninguém; as almas se reencontram no tempo certo, quando estão prontas para se compreenderem.”
A evolução espiritual não é feita de rupturas impacientes, mas de libertações necessárias. À medida que o espírito cresce em compreensão, certas companhias, ambientes e hábitos simplesmente deixam de caber. Não porque sejam maus, mas porque cumprem o papel que precisavam cumprir. Assim como a flor que desabrocha não renega o botão que foi, a consciência despertada não renega as fases que a formaram, apenas reconhece que chegou a hora de seguir adiante.
E, também: “A vida, por vezes, separa as criaturas para que cada uma aprenda, sozinha, o que não conseguiria juntas.”
E é isso que a espiritualidade faz conosco: conduz-nos a um estado de autoconhecimento onde a solidão deixa de ser ausência e passa a ser presença divina.
Quando o espírito se eleva, o campo vibracional muda. Pessoas que antes eram necessárias à experiência se afastam naturalmente, abrindo espaço para novas conexões, mais harmônicas e alinhadas à missão atual. Não há castigo nisso, há ajuste de frequência. A vida nos afasta de quem impede nosso florescimento, mesmo quando o coração ainda não entende.
A chave está na gratidão. Agradecer os ciclos encerrados é o gesto mais elevado de amor.
Complementando: “Tudo que é nosso encontrará um caminho para nos alcançar; tudo que não for, encontrará um jeito de partir.”
Aceite, confie, ore e siga. O que sai abre caminho para o que está vindo e o que vem, se vier pela vibração da paz, será sempre benção da providência divina.
“Quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que veja!”
JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA
É poeta, escritor e advogado; membro-fundador da Academia de Letras de Dianópolis.
candido.povoa23@gmail.com















