O lançamento da pré-candidatura de Ivanete Lima ao Senado disparou uma crise interna no Partido Social Demcorático (PSD). A indicação, chancelada pelo senador Irajá Silvestre (PSD), atropelou o acordo político costurado pelo presidente estadual da sigla e vice-governador, Laurez Moreira (PSD), que já havia empenhado a vaga da chapa majoritária para o ex-deputado Paulo Mourão (PT). Em entrevista à Coluna do CT, a pastora e líder comunitária falou sobre o processo que desencadeou em sua indicação e avisou que lutará para garantir a candidatura.
IDA AO PSD SOB GARANTIA DE CHAPA COMPETITIVA A FEDERAL
Até então no PSDB, por onde disputou o cargo de vice-prefeita em 2024, Ivanete Lima contou que sua ida para o PSD ocorreu sob a promessa de disputar uma vaga na Câmara Federal. Contudo, a debandada de nomes expressivos tirou a competitividade da chapa, inviabilizando o sucesso de uma candidatura. A pastora cita a desistência de nomes como Mauro Carlesse (PSD), agora suplente de Irajá; César Halum (PSD), que preferiu disputar cadeira Aleto; e Iratã Abreu, que foi pro PSDB.
ALETO COMO ALTERNATIVA
Diante do colapso da chapa para federal, Ivonete Lima buscou Laurez Moreira, que deu como opção a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa (Aleto). A proposta foi rejeitada pela pastora por já possuir compromisso com candidato para o mesmo cargo, além da baixa viabilidade eleitoral devido a sigla possuir três deputados de mandato em busca da reeleição.
CONVITE DE IRAJÁ
É neste cenário em que veio o convite de Irajá para disputar o Senado Federal, ao que prontamente aceitou, mas que agora esbarra no acordo entre Laurez Moreira e o Partido dos Trabalhadores.
IRAJÁ PELO MENOS TENTOU FAZER ALGO, PRESIDENTE SEQUER ME LIGOU
Questionada sobre a situação de ficar entre as duas principais lideranças da sigla, Ivanete Lima preferiu eximir o congressista, que a lançou sem anuência da direção estadual. “Na verdade, tô triste por falta de um diálogo, de uma conversa. Do lado do senador Irajá, pelo menos tentou fazer alguma coisa por mim, enquanto o próprio presidente sequer me fez uma ligação”, defendeu.
MULHER, PRETA E DA ENFERMAGEM PODE IR PARA ESTADUAL, MAS NÃO AO SENADO
Ivanete Lima foi além, questionou a resistência de Laurez e sugeriu até ser caso de machismo e preconceito.
“Fiquei fiel, fiquei firme. Senti um preconceito. Será que é por ser mulher, preta e da enfermagem? Aí pode descer para estadual, mas não posso ir para o Senado. Isso da mulher poder estar onde ela quiser é só na teoria. Tô sentindo na pele, é falácia. Parece que estamos no partido só para cumprir a quota. Estou sentindo isso mais do que nunca”
Ivanete Lima, pré-candidata ao Senado
LUTA PELA VAGA
Apesar do cenário, Ivanete Lima se dispôs a lutar pela indicação de disputar o Senado. “Me jogaram de escanteio, mas não vou aceitar. Sou brasileira e não desisto. Vou até o final, vou buscar, até porque sou a única mulher pré-candidata”, afirmou.










