CLEBER TOLEDO
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Pré-candidato pelo Psol, Bazzoli diz que vazios urbanos são um grande problema e que Palmas precisa de um IPTU Progressivo “sério”

O professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), João Bazzoli, é o nome do Psol para disputar a Prefeitura de Palmas. Advogado com mestrado, doutorado e pós-doutorado, Bazzoli disse no quadro Conversa de Política que sua pré-candidatura é resultado de mais de 20 anos de estudos sobre a Capital e um trabalho de “bastidor político e técnico muito intenso”.

Identidade ideológica

Ele contou que teve agora no Psol sua primeira filiação partidária. Segundo o professor, houve convites de outros partidos, mas pesou a afinidade e identidade ideológica com a sua sigla.

Planta Genérica não é técnica

Bazzoli foi um dos que primeiro criticaram o aumento descomunal do IPTU em 2018, derrubado pela Justiça do Estado. Para o especialista no assunto, a Planta Genérica de Palmas, que baseia as alterações do Imposto Predial e Territorial Urbano, “não é técnica” e, mesmo com as mudanças que houve, “ainda tem distorções enormes principalmente em relação ao chamado mercado”. “Tem desvalorização de imóveis em todo o País, mas os valores aqui não se alteram”, apontou.

Vazios urbanos

O pré-candidato avaliou que um dos problemas mais sérios que Palmas precisa resolver é dos vazios urbanos. Inclusive, foi um estudo dele que identificou a cidade como a capital mais cara do País.

Marketing

O professor lembrou que Palmas foi a primeira capital a implantar o IPTU Progressivo, mas avaliou que foi “mais um trabalho de marketing”. “Porque morreu na praia”, disse.

IPTU Progressivo sério

Para ele, Palmas precisa implantar o IPTU Progressivo “de maneira séria, qualificada, respeitando as condições”.

Câmara de contaminação

Outra questão importante que ele apontou para discussão da Capital é a mobilidade urbana. “Não só o transporte urbano. É preciso interligar os modais”, defendeu. Segundo Bazzoli, após a pandemia todas as cidades terão que olhar melhor esta questão. “Nós enxergamos a mobilidade a partir do momento em que o transporte se tornou câmara de contaminação do novo coronavírus. É um processo absurdo. A mobilidade é abandonada [em Palmas]”, criticou.

Fora do padrão

Um dos projetos mais decantadas nos últimos anos nessa área foi o do BRT, com investimentos previstos de R$ 1 bilhão, mas que, após virar caso de Justiça e de Tribunais de Contas, emperrou. “Totalmente fora do nosso padrão, foi comprovado. Não só pela exorbitância do investimento, mas também pelo processo da efetivação que ele poderia dar como resultado”, avaliou Bazzoli.

Confira a seguir a entrevista do professor João Bazzoli ao quadro Conversa de Política:


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