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Tesoureiro do PSL também se apresenta como coordenador da Aliança e bolsonarismo abre nova crise no TO

Parece que a confusão entre os bolsonaristas no PSL vai se estender para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil. Outro nome agora se apresentou para coordenar a nova sigla presidencial no Tocantins: o auditor fiscal federal agropecuário Heleno Guimarães Carvalho, tesoureiro do PSL estadual. Semana passada, a Coluna do CT divulgou que o policial federal aposentado Farlei Meyer disse ter sido indicado pelo deputado federal e seu amigo pessoal Eduardo Bolsonaro (SP) para coordenar a Aliança no Tocantins.

Indicado por Simoni e Antônio Jorge

Heleno Guimarães Carvalho disse ter sido indicado pelo ex-secretário estadual de Segurança Pública César Simoni, que deixou o PSL no início do ano; e pelo presidente do PSL no Tocantins, Antônio Jorge, para a missão na Aliança. Ao ser perguntado se os dois tinham aval dos Bolsonaro, Carvalho só respondeu: “Melhor perguntar a eles”.

Amigo pessoal de Bolsonaro

A Coluna do CT não conseguiu falar com Antônio Jorge, mas Simoni disse que Carvalho tem apoio “de muitos seguidores” do presidente Bolsonaro no Tocantins. Além disso, lembrou que o tesoureiro do PSL é amigo pessoal de Jair Bolsonaro há 20 anos. Carvalho é de Rezende (RJ), onde está a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), da qual foi segundo-tenente e conviveu com o hoje presidente da República.

Cicerone de Bolsonaro em Palmas

Simoni contou que a última vez que Bolsonaro veio a Palmas, em junho de 2016, ainda como deputado e sem ter definido sua candidatura a presidente, Carvalho o ciceroneou pela Capital.

Consultado “por alguém”

O ex-secretário contou ter sido consultado “por alguém que estaria na linha de frente em nível nacional na formatação do partido”, sobre quem deveria “assumir o protagonismo na busca das assinaturas necessárias para a criação da Aliança no Estado”. “Disse que o Heleno era um bom nome, pois, diante dos antagonismos que se formaram internamente no PSL, entendia que o nome dele não teria restrições de qualquer seguimento, dado a sua postura sempre ao lado do Presidente e pela serenidade que lhe é um predicado natural”, avalizou Simoni.

Sem dono nem estrelismo

Para ele, a nova sigla deve surgir alinhada “com as ideias de Jair Bolsonaro, sem dono nos Estados”. “Sem formação de grupos que têm por objeto interesses políticos de natureza estritamente pessoal. Sem estrelismos de qualquer natureza. E por último, sem conflitos internos, onde o Brasil está acima de tudo. Esse me parece que é o desenho que o presidente quer implantar”, observou.

 

Farlei Meyer na convenção de fundação da Aliança na quinta-feira (Foto: Divulgação)

 

Autoproclamados

Em nota à Coluna do CT, o policial federal aposentado Farlei Meyer contou ter participado da convenção de fundação da Aliança pelo Brasil na quinta-feira, 21, em Brasília, e votado no regimento e estatuto da nova sigla. “Não vi nenhum destes ‘autoproclamados’ donos da futura Aliança e que agora ‘nomeiam’ representantes no Tocantins”, cutucou.

Apoio dos fundadores

Ele disse que 105 membros assinaram como fundadores do partido bolsonarista. “Dos quais tive muitos apoios também para ajudar/coordenar no processo de criação do tão agora ‘ambicionado’ partido”, afirmou.

Cutucada em Simoni e Antônio Jorge

Meyer reiterou que em nenhum momento se declarou ou “autoproclamou” presidente de Diretoria ou Comissão Estadual da Aliança, “até porque o partido não existe ainda”. E cutucou Simoni e o presidente regional do PSL, Antônio Jorge: “Esta ‘autoproclamação’ que, não desejando criar polêmicas, mas me utilizando de uma expressão de uma matéria jornalística que li sobre a última nota do PSL/TO, ao meu ver é algo ‘enigmático’ para não dizer engraçada, pois o ‘autoproclamado’ sequer sabe se tem o ‘aval’ do Presidente e foi ‘indicado’ por um ex-membro do PSL (saiu na 1ª crise com o Bispo Guaracy) e o atual presidente do PSL/TO que tanto em nota quanto em áudios na NovaFM (104.9)  de Gurupi, deixou claro que não deixaria o PSL se Bolsonaro saísse, mas que agora se ‘apodera’ do mesmo e ‘nomeia’ pessoas em nome do Aliança pelo Brasil?”.

Conjecturas ilusórias

E emendou: “A credibilidade está em quem o apoia e não em quem faz declarações sem uma base realística, mas em conjecturas ilusórias”.

Confira a íntegra da nota de Farlei:

“Gurupi/TO, 25-nov-2019

Não pretendo me alongar, pois inúmeras situações estou vivenciando nestas semanas, umas cômicas outras assustadoras, mas sendo o mais sintético possível gostaria de expor minha opinião quanto aos fatos:

  • No Brasil já tivemos em 2018/2019 até agora 01 “Autoproclamado Presidente do Brasil”, 01 “Autoproclamado Governador do Tocantins” e recentemente em Araguaína 01 “Autoproclamado Futuro Deputado Federal” e aqui no TO muitos tentando assumir a “tutoria” do ALIANÇA surgirão, mas somente 01 (um) verdadeiro “Pai” existe: o PRESIDENTE BOLSONARO.
  • Na Convenção de 21-nov-2019 em Brasília/DF, na qual participei e votei no Regimento e Estatuto do ALIANÇA PELO BRASIL, não vi nenhum destes “autoproclamados” donos do futuro ALIANÇA e que agora “nomeiam” representantes no TO, vi somente o Senador FLAVIO BOLSONARO, o Dep. Fed. EDUARDO BOLSONARO (Líder do Governo na Câmara), o Dep. Fed. SANDERSON (Vice líder do Governo das Câmara), a Dep Fed. ZAMBELLI, o Dr. ADMAR (Advogado e Secretário Geral do ALIANÇA) e outros que assinaram como membros fundadores do partido (105 membros) dos quais tive muitos apoios também para ajudar/coordenar no processo de criação do tão agora “ambicionado” partido ALIANÇA PELO BRASIL.
  • Todos que quiserem auxiliar o ALIANÇA PELO BRASIL na coleta de assinaturas são bem-vindos, pois este é o fim agora preterido, mas depois da sua criação ter qualquer poder decisório em sua condução “serão outros 500” e quem ditara as regras é o Pres. BOLSONARO e não para aqueles que lhes deu as costas.
  • Reitero que em nenhum momento me declarei (ou autoproclamei) Presidente de Diretoria ou Comissão Estadual do ALIANÇA PELO BRASIL, até porque o partido NÃO EXISTE AINDA!
  • Em seu discurso, o Presidente BOLSONARO deixou claro que, a gratidão é algo valioso para ele e que, os que o deram as costas nesta crise, não teriam lugar ao seu lado assim, o PSL embora tenha sido por onde se elegeu, cometeu erros no passado e que não seriam repetidos no ALIANÇA.
  • Esta “autoproclamação” que, não desejando criar polêmicas, mas me utilizando de uma expressão de uma matéria jornalística que li sobre a última nota do PSL/TO, ao meu ver é algo “enigmático” para não dizer engraçada, pois o “autoproclamado” sequer sabe se tem o “aval” do Presidente e foi “indicado” por um ex-membro do PSL (saiu na 1ª crise com o Bispo Guaracy) e o atual presidente do PSL/TO que tanto em NOTA quanto em áudios na NOVAFM (104.9)  de Gurupi/TO, deixou claro que não deixaria o PSL se BOLSONARO saísse, mas que agora se “apodera” do mesmo e “nomeia” pessoas em nome do ALIANÇA PELO BRASIL?
  • FATO: A credibilidade está em quem o apoia e não em quem faz declarações sem uma base realística, mas em conjecturas ilusórias.
  • O ALIANÇA tem em seu estatuto a clausula pétrea de que o partido não funcionará com Comissões Provisórias, mas em Diretórios Eleitos pelo voto de seus futuros filiados, assim os que acham que assumirão Diretórios nos Municípios, deverão passar pelo escrutínio dos demais filiados, não se perpetuando AD INFINITUN como ocorreu sempre em outros partidos com “donos” e “coronéis”.
  • Quem acredita no ALIANÇA deverá fazer sua desfiliação (seja qual for o partido) para assinar o “apoiamento” que está para ser definido pelo TSE, mas sabendo que está apoiando uma IDEIA, UM NOVO, porém quem somente deseja o ALIANÇA como “trampolim” para suas pretensões políticas, sugiro fique no partido que está.

Então, vamos trabalhar na criação do ALIANÇA PELO BRASIL e depois deixar os filiados, pelo voto, decidir quem será o comandante no Estado do Tocantins, isso chama-se DEMOCRACIA, pouco conhecido da velha política.

Se, o futuro “eleito” para dirigir o ALIANÇA PELO BRASIL no Estado do Tocantins, for alguém de bem, ficha limpa, sem passado nefasto ou comprometedor terá meu apoio.

FARLEI MEYER
Agente de Polícia Federal
Classe Especial (Aposentado)”


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