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Cinthia tem áudio homofóbico atribuído a ela, mas se defende: “resultado de montagens distribuído com fins eleitoreiros”

Bar citado no arquivo não conseguiu realizar noite de carnaval; Paço fala em falta de alvará

Cinthia tem áudio homofóbico atribuído a ela, mas se defende: “resultado de montagens distribuído com fins eleitoreiros”
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Circulou nas redes sociais na noite desta sexta-feira, 21, um áudio atribuído a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) em que ela teria disparado contra um bar e o público LGBTQ+ Por meio de nota, a gestora tucana afirma que o arquivo “é resultado de montagens”. O mesmo estabelecimento citado está tendo dificuldade em conseguir permissão da administração para realizar evento de Carnaval.

Guetos dos guetos, uma coisa baixo clero

“Eles estão questionando este fechamento do tal do Mujica. É um bar que é só LGBT. Sabe aqueles guetos, dos guetos, dos guetos. Não é uma coisa sociável, é uma coisa baixo clero mesmo. Uma coisa louca”, afirma o áudio atribuído à Cinthia Ribeiro.

Fins eleitoreiros

Além de apontar montagem, a prefeita também defende em nota que o áudio “foi distribuído com fins eleitoreiros” e “por pessoas que não merecem credibilidade”. “Tal contexto não condiz com a nossa prática”, garante.

Gestão tem compromisso com todos

Cinthia Ribeiro aproveitou para negar que seja homofóbica. “Respeito todos os credos, raças, gênero e orientação sexual, tanto que somos referência no Centro de Atenção Psicossocial em relação à população LGBT, apoiamos a parada LGBT e, de forma transversal várias outras ações desse segmento. Palmas tem como uma de suas marcas, a diversidade, e nossa gestão tem compromisso com todos”, afirma.

Reparação na Justiça

Por fim, Cinthia Ribeiro pede desculpas pelo “constrangimento e embaraço” que o caso “pode ter causado às pessoas”. “Buscarei na Justiça a reparação dessa tentativa de difamação e quero deixar claro que nada vai me impedir de continuar trabalhando pelo bem de Palmas”, acrescentou.

Bar não consegue realizar primeira noite de Carnaval

Citado no áudio atribuído à prefeita, o Mujica não conseguiu realizar a primeira noite da sua programação de carnaval. A Guarda Metropolitana visitou o estabelecimento ainda na tarde de sexta-feira, 21, ocasião em que constatou a falta do alvará, embargando a festa. Entretanto, o bar anunciou o ingresso de um mandado de segurança e manteve o evento. Na madrugada deste sábado, 22, o município agiu novamente e evacuou os foliões do local.

Resistência

Nas redes sociais, o bar afirma que cerca de 600 foliões foram evacuados na operação da Prefeitura de Palmas. O Mujica ainda alega que o alvará de funcionamento “não estava no local” no momento da fiscalização. “Ressaltamos que o Mujica tem história de luta por um carnaval plural, alegre e democrático na cena de Palmas. Lamentamos o ocorrido ao passo que reforçamos aos palmenses que o Mujica continuará sendo resistência”, escreveram ainda.


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