CLEBER TOLEDO
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Desde metade de março, varejo acumula perda de R$ 360 milhões no Tocantins

Mesmo com o empenho dos empresários tocantinenses que têm inovado e criado ferramentas para driblar esta crise, a queda no faturamento do setor é preocupante. No Tocantins, a estimativa é de uma queda de 360 milhões, de acordo com uma análise econômica realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No mesmo estudo foi apontado que no país como um todo a perda chega a 106,5 bilhões nas últimas seis semanas.

As perdas coincidem com período onde foram realizados os anúncios de diversos decretos estaduais e municipais determinando o fechamento de estabelecimentos comerciais a partir da segunda quinzena de março, bem como com a adoção do isolamento social.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o isolamento social, medida que restringiu significativamente a movimentação dos consumidores nas lojas físicas do comércio, foi um dos fatores determinantes para essa queda no cenário nacional. “Embora a adoção de estratégias de venda através de canais digitais, como o e-commerce, e de serviços de entrega (delivery) tenha reduzido as perdas de receita por conta das restrições impostas às vendas presenciais, as quedas menos intensas a partir do fim de março podem ser atribuídas a um maior fluxo de consumidores nas ruas”, afirmou Tadros, ressaltando que a CNC apresentou propostas concretas ao governo federal para ajudar as empresas na preservação de seus negócios e na manutenção dos empregos.

Para o presidente da Fecomércio, Itelvino Pisoni, o reflexo econômico da pandemia deverá ser sentido cada vez mais ao longo das próximas semanas. “No início da pandemia ainda não dava para prever economicamente como seriam os próximos passos, porque tudo estava muito incerto ainda, tanto para os consumidores quanto para as empresas. Nos próximos meses, deve-se registrar quedas ainda maiores. É um cenário avassalador, estamos profundamente preocupados com os reflexos econômicos dessa pandemia”, disse.

As estimativas da CNC cruzaram informações históricas das pesquisas mensal e anual de comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), além de dados relativos à circulação de consumidores em estabelecimentos comerciais providos semanalmente pela plataforma Community Mobility Reports do Google. (Ascom Fecomércio/TO com a colaboração da Ascom – CNC)


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