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JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA / Pandemia, melhor idade e a espiritualidade

JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA / Pandemia, melhor idade e a espiritualidade
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Coronavírus todos nós já conhecemos ou até mesmo estamos cheios de tanto ouvirmos falar dele; A melhor idade, considerada como dos idosos, preferenciais, etc, etc, ninguém nega que sabe muito bem do que, porque e os que podemos assim considerar.

Mas nesse embate coronavírus versus melhor idade, o que nos chama a atenção é perceber que a grande maioria nesse time, do qual faço parte, além dos cuidados, precauções e prevenções, é perceptível, na grande maioria, o medo terrível da morte física, como se alguém fosse ficar para semente e essa atitude de medo ou até mesmo pavor, assume papel importante nesse quadro que vivemos.

Por que esse medo todo de mudar do estado material para o espiritual, para muitos a tão temida morte? Só encontro uma humana explicação: Falta de espiritualidade, apego aos bens materiais

JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA

É quando colocamos que nós desse grupo de privilegiados, privilegiados sim, pois que já vivemos a maior parte do tempo que nos foi concedido aqui nesta dimensão terrena e queiramos ou não, uns já bem mais próximos do fim do que outros, se bem que não exista ordem cronológica para ao fim de todos nós, pois, se houvesse, o pavor seria ainda maior. O mais certo e indiscutível é que se esse tempo está se esgotando.

Questiono: Por que esse medo todo de mudar do estado material para o espiritual, para muitos a tão temida morte?
Só encontro uma humana explicação: Falta de espiritualidade, apego aos bens materiais, o medo de abandonar as contas bancárias, as escrituras e os imóveis, as fazendas e os rebanhos, os carros de luxo e até os mais simples, o supérfluo, assim por diante. O que desagua na falta de aprofundamento no estudo das doutrinas que, embora de formas diferentes, têm o mesmo conteúdo e buscam o mesmo fim.

A espiritualidade na teoria está num patamar, exercê-la na prática é que vem o grande desafio. Cristo Jesus nos ensina sabiamente a forma de conduzi-la, começando pelo sentido da oração e nos ensina que quando orarmos, devemos entrar no quarto e, “fechada a porta”, orar ao Pai em secreto e o “Pai, que vê em secreto”, nos recompensará claramente. Ele diz especificamente que, quando orarmos, não devemos ser como os gentios, que “presumem que por seu muito falar serão ouvidos”. E acrescenta: “Portanto, vós orareis assim”. E, então, ele ensina a Oração do Senhor (Mateus 6:6-13). Se não bastasse que o Divino Mestre quando nos últimos momentos da condição humana, exerceu a espiritualidade plena quando diz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” O perdão no sentido literal. E, finalmente, diz: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.” Confiança plena na vida espiritual!

De que adiante estar no pé do altar todos os dias, participar de novenas, missas, frequentar templos religiosos cristãos, católicos ou evangélicos, centros espíritas e tantas outras denominações, se na hora de exercermos a espiritualidade negam a fé que deveriam ter? Vão de encontro, de forma clara e insofismável, com palavras do Divino Mestre que nos ensinou que é preciso morrer para nascer de novo! Se não bastasse que até Ele experimentou a morte da matéria para ressuscitar como Espírito de luz.

Portanto, não se apavorem tanto amigos da terceira idade, quando escolhemos vir para cá, já trouxemos a agenda pronta e nela, embora invisível aos olhos, aos sentimentos e à percepção puramente humanas, já estão marcados o dia da chegada e o dia da partida. Com coronavírus ou não.

“Quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que veja!”


JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA
É poeta, escritor e advogado. Membro fundador e titular da cadeira nº 12 da Academia de Letras de Dianópolis(Go/To), sua terra natal.
[email protected]


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