CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.
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JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA / Tocantins, o outro lado do paraíso

     Quando diariamente assistimos via mídia escrita, falada e televisada, notícias de absurdos cometidos contra a sociedade, em especial para aquela parcela que ainda preserva os princípios da ética e o aplica na formação do maior, mais sólido e inquestionável núcleo que se chama família, temos que reconhecer a força que os meios de comunicação exerce sobre muitos.  Mas qual o antídoto para isso?

     É só não nos esquecermos que é em casa que as crianças devem aprender a dizer bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, com licença, desculpe-me, perdoe-me, muito obrigado, grato, errei; é, também, no lar que se aprende a ser honesto, ser pontual, ser solidário em tudo que for necessário, respeitar todos os amigos, colegas, professores, autoridades e em especial os idosos, que um dia prepararam o futuro de gerações; é em casa que se aprende a comer de tudo, não falar de bocha cheia, a ter higiene pessoal, não jogar lixo no chão, ajudar os mais velhos nas tarefas diárias de casa, a não pegar o que não é seu; é, ainda, em casa, que se aprende a ser organizado, cuidar das suas coisas, não mexer nos pertences dos outros, respeitar regras, usos e costumes e, acima de tudo, saber que existe os dons espirituais que estão acima dos bens materiais e que vale mais ser do que ter.

     Enquanto na escola os professores devem ensinar, em especial matemática e português, além de história, geografia, língua estrangeira, ciências, química, física, biologia, filosofia, sociologia, educação física, artes e tudo mais que se relacione à formação profissional, além de procurarem ser a extensão da formação moral iniciada em cada família.                                                                                                

    Se não bastasse o “zapzap” que afasta os próximos e aproxima os distantes, temos outro meio de comunicação que exerce fortíssimo impacto sobre a sociedade, que, infelizmente, absorve tantos malefícios trazidos por ele:  A nossa velha e conhecida TV.

     Ao referir-me a essa modalidade de comunicação, vem na minha mente uma novela que levou o título de “o outro lado do paraíso”, cujo cenário para as tramas engendradas, foi exatamente o mesmo que guardo em minhas reminiscências e que desde a infância acompanho por sua beleza ímpar: O Jalapão. E foi lá, no portal dessa paradisíaca região, na minha querida Dianópolis, que passei minha infância e adolescência.

       De lá para cá, por foRça de Lei, passei a ser tocantinense com um coração, também, goiano, pois foi assim que nasci e hoje na bela Goiânia, que me acolheu como filho e passou a ser meu segundo torrão, onde vivo desde os 18 anos de idade.  E destes anos todos, 12 foram dedicados, profissionalmente, ao Tocantins, quando procurei levar meus conhecimentos para  sua consolidação, de cujo movimento para criação participei desde os meus 17 anos, mas  incompreendido pelos políticos de plantão, em especial aos que tanto auxiliei na época das “vacas magras”, retornei à mesma Goiânia que sempre me recebeu como legítimo filho.

       Voltando aos tópicos acima descritos, procuro fazer apenas um paralelo e quero complementar que o seu conteúdo poderia ter sido implementado pelas pessoas que tiveram a oportunidade de formar um Tocantins moderno, livre e altaneiro, livre das amarras do atraso político e da submissão a que sempre esteve submetido quando ainda era o esquecido Norte de Goiás. Mas o que vimos foram sonhos desvanecidos, um povo sofrido e esmagado pelo poder econômico e sendo tão somente espectador do desenrolar da disputa do poder pelo poder. Quero crer que tenha faltado e está faltando em alguns administradores do destino do povo tocantinense, exatamente os princípios que a mensagem acima se refere.

       Mas como o tempo é sábio, um dia, além das belezas naturais com que o Criador presenteou o Tocantins, poderemos mostrar ao Brasil e ao mundo inteiro que o paraíso encantado existente do outro lado da cortina, mesmo que em parte uma ficção, possa vir a ser  uma realidade, quando, então, sobrepujará a bondade e garra de um povo, que embora humilde sabe o que quer.

        Outra grande oportunidade se aproxima. De que forma? Perguntarão muitos. Eu complemento: Sabendo escolher governantes que conheçam mais de perto as dificuldades por que passa o povo, ou seja, Prefeitos, Vice-prefeitos e Vereadores, elegendo pessoas descompromissadas com a corrupção, com os desmandos, com a prepotência e arrogância, com grupos familiares e empresariais, escolhendo aqueles que carreguem em seus ideais a vontade de libertar um povo, que a despeito da tão sonhada criação de um novo Estado, mesmo 31 anos depois continua sob as amarras dos que exercem o poder pelo poder.

     Só assim poderemos afirmar que não existe um outro lado do paraíso, pois ele existe e se chama Tocantins.

     “Quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que veja!”


JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA
É poeta, escritor e advogado. Membro fundador e titular da cadeira nº 12 da Academia de Letras de Dianópolis (GO/TO), sua terra natal.
jc.povoa@uol.com.br


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