Os prefeitos estão preocupados com o recolhimento pelo governo do Estado das caminhonetes que vinham sendo utilizadas para o combate à violência contra as mulheres. Os veículos foram obtidos com R$ 20 milhões destinados pela senadora Dorinha Seabra (UB) e pelo deputado federal Carlos Gaguim (UB) e visavam contemplar 59 municípios.
APÓS RECOMENDAÇÃO DO MPE
Este movimento de retomada dos veículos iniciou ainda em junho após uma recomendação do Ministério Público (MPE). Com a repercussão negativa, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) se comprometeu na época a buscar uma solução, mas este novo pedido de devolução gerou preocupação da coordenadora da bancada federal.
NÃO IMPLEMENTOU REDE
Conforme a coluna apurou com uma autoridade que participou da articulação para a aquisição dessas caminhonetes, os veículos foram repassados aos municípios com total aval do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp). O problema todo se deu, segundo ela, porque o governo Wanderlei Barbosa (Republicanos) não implementou a rede de proteção à mulher, conforme lei sancionada ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
PLANEJADO PARA 2025
De acordo com essa fonte, o Tocantins tem a lei e o decreto necessários, mas não houve sequer a primeira reunião para implantação da rede. Chegou a ser feito, segundo essa autoridade, todo um planejamento para a implementação este ano, mas não se concretizou. Com isso, disse, as caminhonetes ficaram “soltas”, com sua utilização fora do propósito, o combate à violência contra a mulher.
SOTERO À FRENTE
Um dos pontos que a fonte contou ter dificultado a implantação dessa rede foi que, internamente, se sentiu que o Palácio queria colocar a então primeira-dama karynne Sotero, pré-candidata a deputada federal, para coordenar os trabalhos. Isso, disse a autoridade, esfriou os ânimos de órgãos externos envolvidos, como Judiciário, Ministério Público e Defensoria. “Eles se retraíram um pouco e isso dificultou a implementação da rede”, contou a fonte.
TROCA DE SECRETÁRIO
A discussão sobre a implantação da rede, disse essa autoridade, ficou escanteada quando o então secretário Wlademir Mota foi exonerado do comando da Segurança Pública em janeiro deste ano.
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