O coletivo Somos, por meio do co-vereador José Eduardo de Azevedo, protocolou uma representação junto ao Ministério Público Tocantins (MPE) com pedido para que o órgão fiscalize o nível de preparação do governo estadual frente às projeções climáticas atuais. A iniciativa quer a apresentação detalhada de um plano estratégico para mitigar os efeitos do fenômeno El Niño, cuja permanência está prevista para avançar até o início de 2027.
RISCO DE 90%
A fundamentação técnica do pedido baseia-se no primeiro Boletim do Painel El Niño (2026-2027), elaborado por órgãos de referência como INMET, INPE e CEMADEN. Os dados oficiais apontam probabilidade superior a 90% de manutenção do fenômeno, com chances reais de evolução para forte intensidade. Para a região centro-norte do País, a previsão projeta forte redução nas médias de chuva, calor extremo e agravamento crítico do período de queimadas e incêndios florestais.
“Os dados apresentados pelos órgãos oficiais são consistentes e indicam um cenário de risco elevado. É fundamental que o Estado esteja preparado para agir antes que os impactos se agravem, protegendo a população e os recursos naturais. O princípio da prevenção deve orientar a atuação do poder público. Não podemos esperar que a crise se instale para agir”
José Eduardo de Azevedo, membro do coletivo Somos
GRUPOS VULNERÁVEIS
A representação ao MPE exige respostas da gestão estadual sobre dotação orçamentária, sistemas de alerta precoce e planos de segurança hídrica voltados a municípios historicamente afetados pelo desabastecimento. O documento elenca como prioritárias as ações de salvaguarda para pequenos agricultores familiares e comunidades tradicionais — incluindo povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos —, além de medidas de contingência na saúde pública para lidar com o esperado aumento de doenças respiratórias decorrentes do clima seco.












