CLEBER TOLEDO
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BOM DIA | Pergunta de Joaquim Maia é oportuna: por que a ponte de Porto foi interditada?

BOM DIA | Pergunta de Joaquim Maia é oportuna: por que a ponte de Porto foi interditada?
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Quando o governo do Estado anunciou a interdição da ponte de Porto Nacional, no dia 7 de fevereiro, em nenhum momento foi aventada a possibilidade de se fazer uma reforma e depois liberá-la. No fechamento da passagem para todos os veículos, com exceção de bicicletas e motos, estava muito claro que o trânsito sobre o Rio Tocantins só seria retomado com a construção da nova travessia, um imbróglio que sabe-se lá quando será resolvido.

O fechamento da ponte ocorreu após muitos burburinhos de que ela poderia cair. Muitas mensagens de redes sociais circulando injetaram medo na população. No entanto, em época de fake news, mensagem de rede social não tem o menor valor

CLEBER TOLEDO É jornalista e editor do CT

Isso porque depende algumas variáveis, como reenquadramento do Estado à Lei de Responsabilidade Fiscal ou sua adesão ao programa de socorro que o presidente Bolsonaro elabora, do desembaraço do rolo judicial que envolve essa licitação e até uma rediscussão sobre o custo previsto. Especialistas disseram à coluna que os R$ 130 milhões já estão há pelo menos cinco anos defasados. Segundo eles, se insistirem nesse valor, muitos aditivos serão necessários.

Todos foram surpreendidos quando, no início de maio, durante a Agrotins, o governador Mauro Carlesse (DEM), numa reunião com empresários portuenses organizada pela senadora Kátia Abreu (PDT), anunciou que a ponte passaria por uma reforma e coisa de um mês depois estaria liberada. Uma mudança de 180 graus na questão que parecia sem nenhuma solução à vista no curto prazo.

Logo em seguida a Secretaria Estadual de Comunicação anunciou que a Agência Tocantinense de Transporte e Obras (Ageto) faria a reestruturação e impermeabilização do pavimento; a substituição das juntas de dilatação; recuperação das passarelas de pedestres com reposição das placas de fechamento; a revitalização da iluminação e da sinalização da ponte; a construção de pórticos restritivos nos acessos da ponte e a instalação de equipamentos de monitoramento de velocidade.

No entanto, logo após a liberação da ponte nessa segunda-feira, 17, o prefeito de Porto Nacional, Joaquim Maia (PV), publicou vídeo nas redes sociais em que afirma que o governo do Tocantins não fez “nenhum conserto ou reparo estrutural” na ponte nesses quatro meses de interdição. Maia levantou a questão: “Qual era seu fundamento, então, para o fechamento?”

O vídeo do prefeito mostra que a estrutura que causa preocupação por parecer fora do lugar continua do mesmo jeito. A questão de Maia se apresenta ainda mais oportuna quando diz que a interdição puniu “severamente” a população de Porto Nacional. O comércio fala numa queda de 50% nas vendas, fora as dificuldades de transporte geradas e outros transtornos.

O governo trouxe um especialista da Universidade de São Paulo (USP) ainda em fevereiro para fazer um estudo sobre o real estado da ponte, e os resultados sairiam em 15 dias. Depois disso, nenhuma palavra mais sobre o prometido laudo técnico. Se houve, não se tornou público. Ninguém sabe qual a conclusão desse levantamento minucioso que teria sido feito.

O fechamento da ponte ocorreu após muitos burburinhos de que ela poderia cair. Muitas mensagens de redes sociais circulando injetaram medo na população. No entanto, em época de fake news, mensagem de rede social não tem o menor valor. Era necessário que esse levantamento técnico mostrasse que realmente a ponte deveria ser interditada e que apontasse se apenas uma reforma seria o suficiente para garantir a segurança necessária. Só a partir disso deveria ocorrer o fechamento e, depois, a liberação da travessia.

No entanto, o que prevaleceu foi a fake news, uma vez que nenhum estudo sério e convincente foi apresentado até agora à opinião pública.

Por isso, a pergunta do prefeito Joaquim Maia faz todo sentido: “Qual era seu fundamento, então, para o fechamento?”

Com a resposta, o Palácio Araguaia.

CT, Palmas, 18 de junho de 2019.


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