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Araguaína, Babaçulândia, Filadélfia, Nova Olinda e Palmeirantes em “Crônicas da Barraria”

Escritor araguainense Alexandre Gomes Brito, autor de "Crônicas da Barraria” (Foto: Divulgação)
Araguaína, Babaçulândia, Filadélfia, Nova Olinda e Palmeirantes em “Crônicas da Barraria”
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Livros e Companhia

Colecionador de palavras

O escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira é um catalogador de palavras. Durante 15 anos ele pesquisou vocábulos em dicionários de língua portuguesa; o resultado são livros de uma riqueza vocabular impressionante, a começar pelos títulos: Erefuê, Grogotó! Catrâmbias, Zaratempô! Araã! Sua garimpagem de palavras e até a criação de novas (neologismos) levaram seus críticos a compará-lo a Guimarães Rosa.

Método

Para escrever seus livros, Evandro senta-se em uma confeitaria, observa ou imagina, seus personagens. Foi assim que escreveu a trilogia Minha mãe se matou sem dizer adeus (2010), O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam (2012) e Os piores de minha vida foram todos (2014). Neste vídeo ele fala sobre seu “método de trabalho”:

Dor

Em seus primeiros livros a obsessão do autor era a linguagem, em suas mais recentes obras, a ênfase é a dor existencial das personagens – a exemplo de um escritor octogenário que lamenta o suicídio da mãe; um mendigo culto abandonado pela companheira; uma filósofa moribunda em um leito de hospital.

Lançamento

O escritor araguainense Alexandre Gomes Brito vai lançar no dia 8, às 20 horas, no Clube da AABB, em Araguaína, seu livro Crônicas da Barraria (Kelps). Antes, porém, no dia 6, haverá um café da manhã com a imprensa e membros da Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense (Acalanto) para apresentação do livro, na GEP Livraria de Araguaína.

Barraria

Como o nome sugere, em Crônicas da Barraria, Alexandre retrata situações lúdicas de personalidades da Barraria, focando também aspectos históricos, e socioculturais daquela vasta região – que compreende parte dos municípios de Araguaína, Babaçulândia, Filadélfia, Nova Olinda e Palmeirantes –, como explica o próprio autor no seguinte podcast:

Crise nas vendas

A tendência de retração do mercado editorial continua. Pesquisa realizada pela Nielsen, encomendada pelo Sindicato Nacional do Editores de Livros, e divulgado na quinta-feira, 9, pela Folha de São Paulo, mostra que o faturamento caiu 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Em números absolutos, foram vendidos cerca de 400 mil livros a menos em abril deste ano. Uma queda de R$ 15 milhões na receita do setor. 

Aumento das vendas

A exibição da minissérie Se eu fechar meus olhos agora, exibida pela TV Globo, aumentou a procura pelo livro homônimo, do jornalista Edney Silvestre. A procura tem sido tanta que a Editora Record teve que lançar uma nova edição da obra.

A história

A obra conta a história de dois adolescentes de uma pequena cidade da antiga zona do café fluminense, em abril de 1961. Eles encontram o corpo de uma mulher, que foi morta e mutilada, às margens de um lago. Por não aceitarem a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido, o dentista da cidadezinha, motivado por ciúme, começam uma investigação ajudados por um velho que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas.

Na TV

Se eu fechar meus olhos agora está disponível no Globoplay, em dez episódios, e foi adaptada por Ricardo Linhares, com direção artística de Carlos Manga Jr. Conta com nomes consagrados da TV brasileira, como Antônio Fagundes, Mariana Ximenes, Murilo Benício e Gabriel Braga Nunes.

O que você está lendo?

Suzana Barros – Jornalista

Feche os Olhos, do jornalista Penaforte Diaz. Por ser amiga do autor, procurei fazer uma leitura imparcial, de forma a obter uma leitura sem me influenciar por esse detalhe. Deu certo! O resultado foi uma leitura envolvente. Acredito que por se tratar de um romance que predomina na trama não um jogo de intrigas, mas os mistérios advindos de uma experiência pós morte… de buscas incansáveis do que guardamos dentro de nós mesmos e que temos dificuldades para resgatar. Uma leitura que nos leva a questionamentos e a uma certeza: a de que precisamos fechar os olhos pro mundo se quisermos conhecer as verdades que guardamos de nós mesmos”.


 

RUBENS GONÇALVES
É jornalista no Tocantins
rubensgoncalvessilva@gmail.com

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