PARA O PRÓXIMO GOVERNO

O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, afirmou em vídeo postado no Instagram que os R$ 56 milhões do contrato com o BNDES, pelo Fundo da Amazônia — ou seja, sem que o Tocantins tenha que desembolsar um só centavo –, será executado em quatro anos. Isso derruba o argumento de que será rejeitado para impedir o manuseio pelo governo Wanderlei Barbosa (Republicanos). Se o Estado perder essa grana, a próxima gestão — seja de quem for — será prejudicada.
NO MÁXIMO R$ 10 MILHÕES
Lelis explica no vídeo que o governo Wanderlei vai conseguir executar no máximo entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões desses R$ 56 milhões do contrato, que a Assembleia precisa aprovar nesta semana para que seja assinado com o BNDES até sábado, 18. Conforme a carta enviada em dezembro pelo órgão federal, se o prazo para a assinatura for descumprido, “o BNDES se reserva o direito de rever ou cancelar a decisão que aprovou a operação”. Por isso, a urgência de os deputados acelerarem essa tramitação. “Esses recursos serão aplicados nos próximos quatro anos. Então, independe de política, independe de quem será a próxima governadora, ou o próximo governador”, ressaltou o secretário no vídeo.
Assista:
A íntegra da carta do BNDES:

SEM DEFINIÇÃO

Após a repercussão de que estaria na pré-campanha de Dorinha Seabra Rezende, o coletivo Somos soltou nota nesta terça-feira, 14, na qual afirma que “até o presente momento, não definiu apoio às candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado Federal”.
SOB ORIENTAÇÕES DE LULA
O Somos diz na nota que sua posição “será construída de forma responsável, coletiva e alinhada ao projeto político que representamos, considerando as orientações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as deliberações partidárias no âmbito estadual”. “Reafirmamos nosso compromisso com a unidade, o diálogo e a construção coletiva de decisões que estejam em sintonia com os interesses do nosso partido e da população”, encerra a nota.
ALIJADO?

Chamou a atenção a chegada de Dorinha e do senador Eduardo Gomes (PL) à festa do Dia dos Jornalistas, realizada no sábado, 11, pela Secretaria Estadual da Comunicação (Secom). O que despertou a curiosidade de todo mundo é que quem formava um trio com eles era o deputado federal Eli Borges (ex-PL), pré-candidato a senador do Republicanos ao Senado, e não o deputado federal Carlos Gaguim (UB), que, no carnaval, percorreu o Estado com Dorinha e Gomes como o terceiro nome da majoritária palaciana. Todo mundo ficou com a sensação de alijamento de Gaguim.
FILHO FEIO NÃO TEM PAI
Filho feio não tem pai, ensina o dito popular. Na guerra de pesquisas — para ver qual é a pior — tivemos duas abatidas pela Justiça Eleitoral só neste início de semana. A da Veritá e da Lucro Ativo — nome sugestivo e pouco apropriado para instituto de opinião pública. Vicentinho Júnior, pré-candidato a governador do PSDB, foi ao X dizer que não é o contratante da Veritá, depois de a campanha de Dorinha dizer que derrubou na Justiça a pesquisa dele. “Não entraremos nessa guerra de pesquisas, nossa pesquisa real foi, é e sempre será as vozes das ruas!”, avisou ele.
ÓDIO E NOJO
Pela vez deste colunista, me aproprio da ontológica frase do saudoso Ulysses Guimarães para dizer em alto e bom som: “Tenho ódio e nojo de pesquisa!” Como a frase original, a minha também é uma defesa intransigente da democracia, fraudada por esse mar de pesquisas que engole o processo eleitoral nesta época.
FICOU

A ex-prefeita de Palmas Cinthia Ribeiro, que permanecerá em ninho tucano, não abriu mão da presidência nacional do PSDB Mulher. Ela continua no comando do órgão do partido. A ex-gestora chegou a divulgar uma carta no dia 20 de fevereiro, logo após Vicentinho Júnior assumir o comando regional da sigla, para anunciar sua desfiliação do PSDB. “Justamente por valorizar as instituições e a coerência entre discurso e prática, anuncio minha decisão de me desligar do PSDB e, por consequência, de renunciar às funções diretivas que exerço”, afirmou ela na carta, então, todos consideraram que estava incluída aí a presidência do PSDB Mulher nacional.
Assista Cinthia explicando sua decisão:
CONVERSA COM AÉCIO
Contudo, Cinthia não chegou a se desfiliar do PSDB, como a coluna mostrou semana passada. Teve um encontro decisivo com o presidente nacional Aécio Neves há cerca de dez dias e, como o Em Off informou na época, ele saiu da conversa convencido de que ela permaneceria. E estava certo.
FEDERAL
A ex-prefeita é cotada para disputar vaga de deputada federal, mas há quem diga que haveria espaço de senadora para ela na chapa.
QUE NÃO INFLAME O AMBIENTE

O deputado federal Toinho Andrade, que trocou o Republicanos pelo PSDB, emitiu nota em que parabeniza a ex-prefeita Cinthia Ribeiro por permanecer no partido e prega a pacificação da legenda. “A ex-prefeita Cinthia é um importante quadro do PSDB. Parabenizo por sua permanência e desejo que ela esteja em paz com a sua decisão. E considero que neste momento ela caminhe conosco, mas sem inflamar um ambiente que está pacificado, um grupo que está unido, coeso e com o propósito de agregar cada vez mais para transformar o Estado em prol da melhoria de vida dos tocantinenses”, cutucou. Além de tudo, Cinthia, se confirmada mesmo como pré-candidata a federal, fortalece sobremaneira a chapa tucana.
RESPEITO E CONSIDERAÇÃO
Toinho ainda defendeu a postura do presidente regional, Vicentinho Júnior, no episódio. Ele disse que “é testemunha do quanto o deputado federal e presidente do partido, Vicentinho Júnior, sempre a tratou com respeito e consideração“. “Vicentinho sempre buscou o diálogo. A ex-prefeita sabe disso. O esposo dela também, o colega deputado Eduardo Mantoan. Por isso, creio que a ex-prefeita deve ter em mente que o momento é de pacificação. Não só no PSDB, mas em todo o Estado. Precisamos unir forças e trabalhar pelo Estado. É o nosso papel”, defendeu.DE UM LADO E DE OUTRO
Mantoan também foi às redes sociais e à tribuna da Assembleia, semanas atrás, reclamar da forma como Cinthia foi retirada do comando, e, na esteira do discurso dela, chamou de “misoginia”. Fato é que agora o marido está na pré-campanha do vice-governador Laurez Moreira, pelo PSD, o novo partido de Mantoan; e a ex-prefeita seguirá com Vicentinho Júnior.
DIVERGÊNCIAS ERAM PEQUENAS

Indagado pelos jornalistas na entrevista coletiva dessa segunda-feira, 13, sobre a superação de suas divergências com o ex-governador Mauro Carlesse (PSD), o vice-governador Laurez Moreira (PSD) argumentou que as contraposições dos dois “eram muito pequenas diante das necessidades do Estado”. “Sempre nos respeitamos, mesmo em palanques diferentes, mas sempre nos respeitamos e sabemos o potencial de cada um“, afirmou Laurez.
O ESTADO BEM ADMINISTRADO
O vice-governador e pré-candidato a governador do PSD disse que os une “é a vontade de ver o Estado bem administrado”. “Quando você compara a gestão do Carlesse com a atual, você vai perceber que ele deixou o Estado equilibrado financeiramente, bem avaliado pelo Tesouro Nacional, com R$ 2,8 bilhões em caixa. É evidente que ele também reconhece o que eu fiz como prefeito de Gurupi, sabe do legado que eu deixei por onde passei como deputado estadual, deputado federal”, afirmou Laurez.
Assista:
@opinativopolitico O que fez antigos adversários virarem aliados no Tocantins? No passado, Laurez Moreira e Mauro Carlesse estavam em lados opostos na política de Gurupi. Eram adversários diretos, representando posições contrárias no mesmo cenário eleitoral. Agora, os dois aparecem no mesmo palanque, ao lado de Irajá. A pergunta é simples e direta: o que mudou de lá pra cá? Foi alinhamento político, estratégia eleitoral ou apenas conveniência do momento? A política muda rápido. O eleitor acompanha. E você, acredita em mudança real ou vê apenas uma união por interesse?
♬ som original – Opinativo Político
FRASE DO DIA

“Um legislador ciente de seu papel público e com interesse em contribuir, deveria buscar a Seduc para colaborar ou sugerir qualquer atividade relacionada ao concurso. Porém, não é o caso do referido deputado.”
Fábio Vaz, ex-secretário estadual da Educação, em nota, ao rebater as críticas do deputado estadual Júnior Geo (PSDB) sobre o edital de reaproveitamento e redistribuição do concurso da Seduc.
















