Após lançar Ivanete Lima (PSD) ao Senado Federal e sugerir espaço para o Partido dos Trabalhadores (PT) apenas na suplência, o senador Irajá Silvestre (PSD) defendeu em uma rádio de Gurupi na quinta-feira, 9, que sua fala acabou interpretada de forma equivocada. Conforme o parlamentar, a defesa de um suplente petista não impede que a sigla tenha mais um nome na majoritária.
“Eu sempre disse, com todas as letras, que esse projeto, para ser bem-sucedido e importante para o Tocantins, deveria ter a presença do PT também nessa chapa, em uma das suplências. Mas isso não traz nenhum demérito a uma candidatura própria do PT, a uma segunda candidatura, a uma terceira candidatura que fosse”
Irajá Silvestre, senador da República
LONGE DE MIM TER AUTONOMIA SOBRE DECISÕES DO PT
Como justificativa para a fala, Irajá destaca não ter poder sobre as decisões de outras siglas. “Eu não tenho nenhum tipo de gerência nas decisões que o Partido dos Trabalhadores terá nas suas convenções. Não interfiro. Longe de mim querer ter autonomia sobre as decisões que o PT toma”, afirmou.
PRECISAMOS AGREGAR
Assim, o senador voltou a defender a pré-candidatura de Ivanete Lima. “A presença de uma líder inconteste na Capital como pré-candidata agrega muito a um projeto de um partido como o PSD. Nós precisamos, neste momento, agregar forças políticas, e não desagregar”, declarou.
IVANETE E CARLESSE TÊM POTENCIAL DE VOTOS
Irajá foi um pouco mais incisivo e chegou a questionar quem critica as indicações que fez na coletiva de terça-feira, 7. “Quem não quer uma mulher periférica, negra e evangélica na disputa, e também não quer um ex-governador participando do processo, precisa dizer por quê. Essas razões não devem ser eleitorais, porque tanto Ivanete quanto Mauro Carlesse têm potencial de votos”, afirmou.
MOMENTO DE SOMAR
Sobre Carlesse, Irajá disse que o ex-governador decidiu rever sua posição e participar do projeto em uma vaga na suplência da candidatura ao Senado. Para o senador, a chegada fortalece o PSD e contribui para ampliar o grupo político no Tocantins. “O momento é de somar, ampliar o diálogo e construir um projeto forte para o Tocantins”, disse.













