Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram o impacto significativo de doenças associadas à falta de higienização das mãos no Brasil. Em 2025, foram registrados 105.873 óbitos por influenza (gripe) e pneumonia, em todo o país. No mesmo período, as infecções por coronavírus somaram 2.550 mortes.
TOCANTINS
No Tocantins, os números também chamam atenção. Foram contabilizados 487 óbitos por influenza e pneumonia, ao longo de 2025, além de 36 mortes atribuídas a infecções por coronavírus.
HIGIENIZAÇÃO
A falta de higienização adequada das mãos é um fator importante na transmissão de doenças. Além da influenza e da pneumonia, mãos contaminadas também podem contribuir para disseminação de outras infecções, como conjuntivite, catapora, hepatite A e outras doenças. “Este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite” afirma a infectologista e consultora para Organização Nacional de Acreditação (ONA), Cláudia Vidal.
Infecções hospitalares ainda são um problema global
Apesar de evitáveis, as chamadas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) continuam sendo um desafio global. Dados da OMS mostram que até 30% dos pacientes em UTIs podem ser afetados. E em países mais pobres, o risco pode ser até 20 vezes maior e, até 2050, há previsão de até 3,5 milhões de mortes por ano. A cada 100 pacientes internados, até 15 podem desenvolver infecções em países de baixa e média renda. A situação é mais crítica em unidades de terapia intensiva.
Últimos dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2024, apontam que há melhoria nos indicadores de incidência de IRAS, mas o risco ainda é alto. O relatório alerta que a maioria das infecções de corrente sanguínea ocorrem dentro das UTIs. A densidade de incidência chega a 3,5 casos mil por cateter venoso central-dia em UTIs e nas neonatais, esse número sobe para 6,1 casos. Ainda, segundo o levantamento, pneumonia associada à ventilação mecânica segue entre as IRAS mais frequentes. As taxas podem chegar a 9,4 casos por 1 mil ventilação mecânica-dia.
Impacto financeiro
Além do impacto na saúde, as infecções também têm custo alto. Pacientes com infecção podem gerar custos até 55% maiores no Brasil. Nos Estados Unidos, o impacto passa de US$ 40 bilhões por ano e, na Europa, chega a € 7 bilhões anuais
“Fortalecer as medidas de prevenção de infecções é imprescindível, em especial a higiene das mãos de forma adequada e oportuna, estratégias essas fundamentais para proteger os pacientes e salvar vidas!”
Cláudia Vidal, infectologista e consultora para Organização Nacional de Acreditação (ONA)

















