CLEBER TOLEDO
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AL debate alteração dos plantões médicos; Amélio Cayres sugere mediar encontro entre Estado e Simed

Líder do governo afirma que o Estado estuda solução para o aumento das jornadas

AL debate alteração dos plantões médicos; Amélio Cayres sugere mediar encontro entre Estado e Simed
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A mudança dos plantões médicos nos hospitais estaduais foi tema de discussão na sessão matutina desta quarta-feira, 6, da Assembleia Legislativa. Os deputados questionaram a alteração da carga horária. Atendendo determinação judicial,  o Executivo editou Portaria que estabelece 15 plantões mensais de 12 horas para médicos plantonistas. Anteriormente eram apenas 12 por mês.

A iniciativa do governo causou insatisfação entre os parlamentares, que saíram em defesa dos médicos. “A implementação da Portaria 247 vai inviabilizar o serviço público de saúde do Estado”, frisou o deputado Amélio Cayres (SD), que sugeriu uma reunião com o secretário de Saúde, Renato Jaime, e com a presidente do Sindicato dos Médicos do Tocantins (Simed), Janice Painkow, para discutir o assunto na Casa de Leis.

O deputado Nilton Franco (MDB) também argumentou que a medida impõe pesada carga horária, além da escala normal dos plantonistas, e obriga os servidores a trabalhar além das horas exigidas pelos respectivos cargos. O parlamentar solicitou que o Executivo repense a decisão e contrate novos médicos a fim de dinamizar atendimentos e procedimentos hospitalares.

“Não podemos aceitar que procedimentos cirúrgicos deixem de ser realizados por falta de médicos. Recebemos muitas reclamações de pacientes do HGP e do Hospital de Paraíso, insatisfeitos com os serviços”, comentou Nilton Franco.

O deputado Elenil da Penha (MDB) também cobrou uma atitude da Secretaria de da Saúde para a resolução dos problemas enfrentados pelos pacientes do Hospital Regional de Araguaína, bem como das constantes reclamações devido à falta de medicamentos e insumos hospitalares.

Estado busca solução
Líder do Governo na Assembleia, Valderez Castelo Branco (PP) justificou que a Portaria deve ser cumprida pela Sesau, por tratar-se de determinação judicial. “Contudo, o secretário da pasta está estudando a solução para o problema, e se coloca à disposição para discutir o tema com os parlamentares”, concluiu.

(Com informações da Ascom/AL)


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