Os deputados estaduais Júnior Geo (PSDB) e Jorge Frederico (Republicanos) não gostaram nada da decisão do governo estadual de chamar apenas 130 aprovados no concurso público da Secretaria da Educação (Seduc) de 2023. Os dois já tinham feito um apelo pela nomeação dos professores na sessão anterior, mas foram surpreendidos com o número anunciado pelo Palácio Araguaia, visto que o certame registra mais de 3,7 mil no cadastro de reserva.
INFELIZES
Júnior Geo foi quem levantou o debate ao falar da Tribuna da Assembleia Legislativa (Aleto). O tucano afirma que o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e o secretário da Educação, Fábio Vaz, “foram infelizes ao anunciar 130 professores”. “Não é nem um por município. Temos cerca de 500 escolas, temos mais de 6 mil contratos no Estado e foram chamados 130 professores. Será que só eu acho isso anormal?”, provocou.
UMA COMPLETA PIADA
O deputado aproveitou para citar que o próprio secretário – aprovado no concurso de 2009 – também foi chamado do cadastro reserva, mas que agora não dá oportunidade a outros na mesma situação. “Parece piada. Na realidade, esta gestão da educação do Tocantins é uma completa piada”, disparou no fim do pronunciamento.

É UM DESRESPEITO
Jorge Frederico falou em seguida e considerou “lamentável ter que ecoar” o caso. “O número de professores chamados é até um desrespeito com os tocantinenses. Estamos falando do futuro do Tocantins. Lamentavelmente, no formato que a Seduc está fazendo, joga lama no sonho do tocantinense”, afirmou. O republicano defende que tinham que ser convocados “pelo menos mil” e avalia que 130 “é o mesmo que nada”.
NÃO É BEM ASSIM
Marcus Marcelo (PL) resolveu entrar no tema e parabenizou Wanderlei Barbosa e Fábio Vaz pela “coragem” de realizar o concurso público. O liberal disse entender a defesa dos colegas por mais convocações, mas fez questão de fazer um esclarecimento sobre a quantidade de nomeações. “Se nós não falarmos, fica parecendo que o concurso de 2023 só chamou 130, um por cidade. Não procede. Na verdade é mais um chamado que tá totalizando quase 5 mil que tomaram posse”, pontuou.
DEFESA DE CONVOCAÇÃO E AMÉLIO CAYRES VÊ CONVENIÊNCIA POLÍTICA
Júnior Geo e Jorge Frederico ainda defenderam a convocação do secretário Fábio Vaz no âmbito da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, presidida por Marcus Marcelo, que não se manifestou. Luciano Oliveira (PSD) falou brevemente para defender o posicionamento do tucano e do republicano. Por fim, o presidente da Aleto, Amélio Cayres (Republicanos), indicou motivação política nos questionamentos. “A questão política é natural. Quem defendia os contratados ontem, hoje defende os concursados; e quem defendia os concursados, hoje defende os contratados. É a conveniência política”, disse o deputado, que encerrou imediatamente em seguida, sem dar espaço para réplicas.
Confira a íntegra do debate sobre a convocação a partir do pronunciamento de Júnior Geo:
LEIA MAIS:













