CLEBER TOLEDO
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Eleição suplementar

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Eleição suplementar
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Estimados leitores e leitoras! Como vocês estão? Perceberam as chuvas de domingo para cá? O clima do Tocantins está mudando. Quem sabe um dia o calor seja mais ameno, não é mesmo? Vocês têm acompanhado a evolução do preço do dólar? Pois é, ele está subindo, pelo simples fato das pesquisas eleitorais mostrarem as tendências dos votos em determinados candidatos. A política sempre determinou os rumos econômicos do Brasil e, o pior, determinou os grandes erros na condução da política econômica. Sempre gastando mais do que se arrecada.

E aqui, no nosso Tocantins? Eleição suplementar que não vai melhorar a situação econômica do Estado, pelo simples fato de que as decisões que deveriam acontecer de imediato, após a posse do eleito, não irão acontecer por causa da legislação eleitoral. Só vai servir mesmo para os políticos marcarem presença e ocuparem espaço. Esta eleição suplementar não deveria existir. É uma afronta ao povo tocantinense. Seria melhor deixar que o Presidente do Tribunal de Justiça comandasse o Estado até as eleições definitivas de outubro.

O correto é que nenhum tocantinense comparecesse aos locais de votação no dia da eleição suplementar, para mostrar ao país que não concorda com este tipo de solução que acaba por atrasar o futuro das gerações do nosso Estado

TADEU ZERBINI É economista e consultor

Mas aí, vem a discussão sobre a democracia. A Lei exige que o povo eleja outro governante. Que democracia é esta que vai privilegiar quem ganhar a eleição suplementar, uma vez que a de outubro, terá grande influência do eleito na suplementar. Democracia, razão e responsabilidade devem estar inter-relacionadas. Muitas das vezes o que é juridicamente correto e legal, não favorece o povo e muito menos seus anseios.

Ninguém mais fala da crise, dos pobres e dos miseráveis que estão passando fome no Tocantins. Dane-se as responsabilidades sociais. O que vale é a conquista do poder. Sofra quem sofrer. E esses pobres e miseráveis serão usados de todas as formas com promessas de que suas vidas vão melhorar se votarem em determinado candidato.

Quem vencer a eleição suplementar não vai ter tempo nem de respirar porque além dos compromissos administrativos do cargo terá que fazer campanha política em todos os municípios. Esta eleição suplementar é um atraso enorme para a população. Os políticos do nosso congresso nacional deveriam utilizar da experiência tocantinense para mudar a Lei eleitoral. Ela deve ser modernizada e tem que deixar de dar prejuízos aos cofres públicos.

Vivemos em sociedade e, como o próprio nome diz, somos sócios porque pagamos impostos para que os recursos arrecadados pelos governos sejam retornados em serviços e em assistência social para aqueles menos favorecidos. Portanto, somos uma sociedade falida porque investimos com o pagamento de impostos e recebemos serviços e obras de péssima qualidade.

Que sociedade é esta que é representada nos poderes legislativos nacional, estadual e municipal, que são chamadas de casa do povo, e que é refém de Leis e decisões antipatrióticas.

Leis, Decretos e Medidas Provisórias, conforme o veiculado pelos telejornais, são comercializadas no congresso Nacional. Para uma Lei ser aprovada no Congresso Nacional tem que haver um acordo entre os partidos políticos e neste caso, os nossos Deputados e Senadores incorporam as bancadas ruralista, da bala, dos direitos humanos e de mais uma centena delas, que acabam por direcionar a Lei para seus benefícios pessoais ou de grupos.

O correto é que nenhum tocantinense comparecesse aos locais de votação no dia da eleição suplementar, para mostrar ao país que não concorda com este tipo de solução que acaba por atrasar o futuro das gerações do nosso Estado.

A eleição suplementar, tão próxima da eleição legal, é um atraso desnecessário para o Tocantins. Só se ouve falar em política. O Estado está politicamente dividido. Não existe uma unanimidade. É praticamente certo o segundo turno para uma decisão final.

Dane-se o desenvolvimento econômico. Dane-se as dívidas do Tocantins. Dane-se os pobres e miseráveis. Dane-se as empresas locais. Dane-se a responsabilidade social. O importante é a eleição suplementar imposta ao povo tocantinense.

A eleição suplementar, assim como todas as outras, vai ser judicializada e não haverá tempo hábil para uma decisão definitiva. Ou seja, os prováveis direitos dos candidatos serão atropelados pela pressa e pelo tempo ínfimo do período eleitoral. Esta eleição não entrará para a história do Tocantins e, muito menos, para a história do brasil.

Viva a democracia!
Viva a irresponsabilidade!
Viva o Brasil atrasado e periférico!
Viva!


TADEU ZERBINI
É economista, especialista em Gestão Pública, professor e consultor
ctzl@uol.com.br

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