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Em carta escrita na cadeia, Lula fala em “dever de gratidão e lealdade” e declara apoio a Kátia

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Em carta escrita na cadeia, Lula fala em “dever de gratidão e lealdade” e declara apoio a Kátia
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Preso em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato desde o dia 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, por meio de carta, apoio à candidatura de Kátia Abreu (PDT) ao governo do Tocantins nesta eleição suplementar. Em trecho do documento, o petista diz que posição é por “dever de gratidão e lealdade” pelo posicionamento da tocantinense no processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff (PT) do Palácio do Planalto.

A mensagem de Lula foi lida em vídeo pela presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), a senadora paranaense Gleisi Hoffman (assista no final desta matéria). “Quero comunicar a todos que resolvi tomar a decisão de apoiar Kátia Abreu para o governo do Tocantins por dever de gratidão e lealdade que dedicou a companheira Dilma [Rousseff] durante todo o episódio do golpe contra a democracia brasileira”, diz a carta.

Lula ainda exalta os pronunciamentos da senadora e admite que tinha divergências com a tocantinenses. “O Brasil está tão carente de pessoas de caráter e lealdade política que, quando ouvi os discursos da Kátia, ficava orgulhoso de ver uma mulher, com quem não tinha nenhuma afinidade política-ideológica, causando inveja a muitos de esquerda que tinham vergonha de defender a Dilma”, afirma em outro trecho lido por Gleisi Hoffman.

Apesar de ser próxima de Dilma Rousseff, Kátia Abreu e Lula da Silva não tiveram uma relação tão amigável, principalmente devido a fervorosa atuação da senadora contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada pelo ex-presidente. O fim do imposto foi considerada uma das maiores derrotas do petista no Congresso Nacional.

Material de divulgação da coligação “A Verdadeira Mudança” em reação à carta de Lula

PT no Tocantins
Com a carta, Lula bate de frente com os petistas do Tocantins, que preferiram apoiar Carlos Amastha (PSB) nesta eleição suplementar. A direção estadual até chegou a negociar com Kátia Abreu, mas todos os pedidos do grupo foram negados pela senadora, como a indicação do advogado Célio Moura (PT) para vice-governador, o que foi aceito pelo ex-prefeito de Palmas.

A direção nacional até tentou tirar o PT do palanque do pessebista, mas foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Recurso ao Tribunal Superior (TSE) foi apresentado e será julgado nesta terça-feira, 29, na sessão das 19 horas.

Reação
A coligação “A Verdadeira Mudança” já reagiu à carta de Lula em apoio a Kátia Abreu. Em uma imagem divulgada nas redes sociais, o grupo de Amastha mostra uma foto de Célio Moura com o ex-presidente, citando o tocantinense como o “verdadeiro amigo” do líder nacional no Tocantins.

Veja abaixo Gleisi Hoffman lendo trechos da carta de Lula:

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