CLEBER TOLEDO
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Gomes diz que contrários não apresentaram documentos que convencessem sobre prejuízos de PEC

Apontado pelo deputado federal Vicentinho Júnior (PL) como um dos parlamentares que tiveram papel importante na articulação que resultou na aprovação da PEC dos Pioneiros na Câmara, semana passada, o senador Eduardo Gomes (MDB), líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, avaliou à Coluna do CT que a discussão desse tema não deve se ater “a quem está certo ou quem está errado”. O caso, afirmou Gomes, diz respeito ao fato de que a matéria tramitou por anos e nunca se apresentou documento ao Congresso para mostrar que mais de 15 mil servidores seriam beneficiados a um custo anual de R$ 1,6 bilhão, como afirma agora o Palácio Araguaia.

Opinião contrária não foi suficiente

Para o senador, a PEC beneficia um número restrito de servidores, os que foram à Justiça ainda nos anos 1990, e vários dos quais já morreram. Vicentinho Júnior fala em menos de 300 funcionários contemplados, a um custo de R$ 71 milhões ao ano para o Estado. “Eu defendo a tese de que a opinião contrária não foi o suficientemente consistente para evitar a votação. O processo ficou exposto para os órgãos de controle e para avaliações durante anos”, ressaltou Gomes.

Com documento não passava

O senador disse que “se chegasse algum documento concreto dizendo que seriam 15 mil servidores, eu duvido que isso [a PEC] passava”. “Foi tempo suficiente para quem pensa contrário colocar documentos instruindo o processo”, afirmou, observando, que, contudo, isso não ocorreu. “Chega um momento em que, se o argumento contrário não é suficiente, acontece o que aconteceu, mais de 400 votos”, concluiu numa referência ao placar folgado em favor da PEC na Câmara.


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