O vice-presidente da Câmara de Colinas do Tocantins, Jefferson Bandeira, o Chokito (Republicanos), foi condenado por violência política de gênero em decisão proferida nesta quinta-feira, 28, pela 4ª Zona Eleitoral. A ação do Ministério Público (MPE) o acusa de forçar a renúncia de candidatas do Partido Renovação Democrática (PRD), Franciene Moreira Rocha e Deusina da Costa Sobrinho. O juiz José Roberto Ferreira Ribeiro julgou totalmente procedente o pedido do órgão de controle.
ENTENDA
Conforme é narrado, Chokito utilizou-se de menosprezo à condição de mulher para assediar, constranger e humilhar as candidatas para impedir as campanhas. Em troca de assinaturas em termos de renúncia, o agora vereador – por meio de abordagens insistentes – ofereceu subornos – de até R$ 10 mil -, prometeu cargos comissionados e trabalho para parentes, bem como custeio de passagens para que a candidata ficasse longe do município durante o processo eleitoral de 2024.
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE E MULTA
Diante dos episódios, a Justiça condenou Jefferson Chokito por violência política de gênero com pena privativa de liberdade de 3 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, mas em regime inicial aberto. Ainda foi estabelecida uma multa de R$ 7.295,85. Apesar de não ter aceitado a substituição da penas por restrição de direitos, o magistrado concedeu ao vereador a possibilidade de recorrer em liberdade.
FATOS INVERTIDOS
A CCT tentou contato com Jeferson Bandeira por meio da Câmara de Colinas, mas não conseguiu contato direto do gabinete e não teve sucesso nas ligações. Entretanto, o parlamentar se manifestou nas redes, alegando estar com a cabeça tranquila por entender “não haver materialidade” na acusação. O vereador afirma que o processo não foi por “corrupção, compra de votos ou qualquer desvio” e inverte a lógica da denúncia. “A verdade é que uma pré-candidata me procurou por vontade própria, alegando insatisfação com sua chapa e desejando me apoiar. Mas no processo, inverteu os fatos, dizendo que eu havia tentado convencê-la a desistir da sua campanha”, escreve.
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