CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.

Na AL, Geo diz que remoções visam “atrapalhar investigações”; Delegado Rerisson evita comentar ato do Executivo

Na AL, Geo diz que remoções visam “atrapalhar investigações”; Delegado Rerisson evita comentar ato do Executivo
4.6 (92.73%) 11 votos

A Assembleia Legislativa repercutiu pouco na sessão desta quinta-feira, 7 a decisão do Palácio Araguaia de remanejar boa parte do efetivo de delegados de Polícia Civil. Destaque apenas para os deputados Júnior Geo (Pros), Elenil da Penha (MDB) e Delegado Rerisson Macedo (DC). Este último surpreendeu justamente por evitar falar da remoção feita pelo governo estadual, apesar de ser o representante direto da categoria.

Ninguém é bobo

Júnior Geo foi o responsável por apresentar requerimento em regime de urgência que cobra informações sobre as razões que levaram o governador Mauro Carlesse (DEM) a fazer o remanejamento. “O Estado está promovendo uma série de mudanças com os delegados e para não dizer que é perseguição à categoria, tenta também promover alteração dentro dos comandos da Polícia Militar e do Corpo dos Bombeiros. Mas aqui ninguém é bobo. Todo mundo sabe o que está sendo feito”, disse o parlamentar.

Declaração de medo

Já na Tribuna, Júnior Geo foi um pouco mais duro com o Palácio Araguaia e disse que o objetivos dos atos é prejudicar o trabalho da Polícia Civil. “Esta repressão que se faz à categoria, para mim, é uma declaração de medo. Todos nós sabemos que o interesse do Estado é atrapalhar as investigações que são promovidas pelos mais diversos delegados”, disse o deputado, que pediu ainda para que o governador “não subestime a inteligência da população tocantinense”.

Delegado Rérisson Macedo (Foto: ALTO/Divulgação)

Direito constitucional ao silêncio

Representante da categoria na Assembleia Legislativa, Rerisson Macedo fez um discurso enigmático e evitou falar sobre as remoções. “Não consegui ainda assimilar certas ações e não quero tecer certas considerações e prejulgar ações que foram realizadas durante a calada da noite, na madrugada. Como aqueles que sentem-se reféns das situações, eu gostaria de usar meu direito constitucional ao silêncio e usar o prazo que a lei permite para fazer uma reflexão melhor sobre tudo o que está acontecendo. Aí sim poderei fazer considerações mais relevantes e significativas”, disse da Tribuna.

Refém da suplência

O sentimento de “refém” de Rerisson Macedo deve ser pelo fato de ser suplente. O democrata cristão só ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa porque o governo estadual convocou o titular da vaga, Ivory de Lira (PPL), para ser secretário extraordinário de Assuntos Parlamentares

Carece de reflexão

Elenil da Penha completou os comentários sobre o assunto. O emedebista fez um apelo ao Palácio Araguaia, pedindo para que não desperdice as condições que tem de “restabelecer a credibilidade do Estado”. “Uma ação pequena na população pode ser grande dentro de corporações. Esta ação na Polícia Civil carece de uma reflexão. Uma remoção em massa, o secretário de Segurança Pública [Cristiano Sampaio] e o governo tem que dar satisfação”, avaliou.

Assista o discurso de Geo e Rerisson:


COMENTÁRIOS

Os comentários nas matérias do CT devem ser postados nas redes sociais pelos links:
https://www.facebook.com/PortalCT
https://Twitter.com/PortalCT
Contato com a Redação: [email protected]

Leia também