CLEBER TOLEDO
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Na prestação de contas da saúde, Tiago e Néris defendem que “não há o que comemorar” no desempenho de Palmas na pandemia

A Câmara de Palmas realizou nesta quarta-feira, 30, a audiência pública para receber a prestação de contas do 1º quadrimestre da Secretaria da Saúde (Semus). No meio do processo eleitoral e em tempo de pandemia de Covid-19, parlamentares candidatos não pouparam a gestão da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) – que disputa a reeleição – e nem a titular da Semus, Valéria Paranaguá.

Teria vergonha

Candidato a vice-prefeito na coligação “Frente Livre por Palmas”, Milton Néris (PDT) questionou uma comparação feita pela secretária para destacar o desempenho do município durante a pandemia. “A senhora não tem uma pessoa que morreu na sua casa, porque quem está chorando a morte de seu ente neste momento não pensa como a senhora, e nem eu. Comemorar porque Palmas teve menos morte [do que outro município]? […] Eu teria vergonha de dizer isto aqui. A gestão falhou, por omissão, por falta de planejamento”, disparou o parlamentar, que listou críticas como a falta de investimento mesmo com dinheiro em caixa, a liberação da lotação do transporte público e a falta de remédios no combate à pandemia.

Governar por decreto e rede social

Cabeça de chapa da coligação “A Retomada, Pra uma Palmas Melhor de Novo”, Tiago Amastha Andrino (PSB) fez coro ao adversário de campanha para criticar a gestão de Citnhia Ribeiro, e também cita o trato do Paço com o transporte público para reforçar que não há o que se comemorar. “Fechar empresa, derrubar emprego, governar por decreto, decreto, decreto e rede social, e na hora de ir no ônibus dar R$ 1,2 milhão e subsidiar com o dinheiro das nossas emendas… Se a Câmara tivesse sido ouvida a gente teria bancado o ônibus e salvado muitas vidas. Não venha aqui com a cidade com menor densidade demográfica, que veio mais dinheiro, comemorar que salvou mais vidas. Isto não foi o que a gestão fez. E não falo como candidato, como político”, garantiu.

Cidade não parou

Correligionário da prefeita, o vereador Claudemir Portugal (PSDB) não rebateu qualquer questionamento da oposição, mas exaltou o trabalho da gestão. “Sabemos os desafios que a Semus tem enfrentado. É preciso que se reconheça os esforços que o município – alinhado com vários outros órgãos – tem feito. Mesmo diante da maior pandemia dos últimos 100 anos a cidade não parou”, disse o tucano, que voltou a atenção para obras de infraestrutura do Paço.

Situação mais cômoda é de apontar erros e criticar

Líder da prefeita Cinthia Ribeiro, Laudecy Coimbra (SD) também defendeu a gestão, voltou a ressaltar o cenário inédito que o Paço enfrentou e contemporiza a fala da secretária sobre comemoração. “Desde o começo falo que a situação mais fácil e mais cômoda é apontar erros e criticar. É uma situação inusitada, que ninguém sabia como lidar e que em nenhum lugar do mundo se saiu sem que houvesse prejuízo de todas as formas. Eu não vi em nenhum momento em que ela [Valéria Paranaguá] comemorasse e, principalmente, o número de mortos. Ninguém está comemorando o fato de quem morreu, é de quem não morreu. Menos morreram”, anotou.

Lamentável

No fim da sessão, para além das respostas técnicas, Valéria Paranaguá negou ter comemorado qualquer situação em relação à pandemia. “É lamentável escutar de alguns vereadores que a gente vem aqui comemorar. Comemorar não. A gente não veio aqui comemorar”, garantiu a secretária, que se colocou à disposição e lamentou não ter sido recebida com respeito pelos vereadores. Os parlamentares reagiram que houve o respeito, apenas questionamentos.

Veja abaixo a íntegra da audiência pública:


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