Em material de pré-campanha à Câmara Federal, o ex-governador Mauro Carlesse (PSD) cita a Ponte de Porto Nacional como uma das principais ações da sua administração à frente do Palácio Araguaia, apesar do desgaste que afirma ter sofrido pela decisão de interditar a antiga travessia. “Quando vi a situação de perto, entendi que era um risco real para quem passava por ali todos os dias. Era preciso agir. Tomamos a decisão necessária, interditamos a ponte e começamos a resolver o problema de verdade. Na minha gestão, o projeto saiu do papel, o financiamento foi garantido e a obra começou”, escreveu no Instagram.
SÓ GESTÃO CARLESSE TEVE CORAGEM DE TOMAR A DECISÃO
Conforme Mauro Carlesse, gestões anteriores já tinham conhecimento do risco, mas ninguém tomou iniciativa. “Outros governadores já sabiam da existência desse estudo, mas só nós tivemos a coragem de tomar essa decisão e de iniciar o projeto de construção da nova estrutura. Eu pedi à Secretaria de Infraestrutura para fazer uma reforma na ponte, aí me trouxeram uma pasta com o estudo e, à noite, quando fui analisar, vi que havia três laudos apontando que a estrutura poderia cair a qualquer momento. A partir dali, tomei a decisão de interditar e iniciar o projeto. Já tínhamos bancos interessados em financiar, então aprovamos o financiamento e demos início”, afirmou.
DEVERIAM TER TOMADO A MESMA ATITUDE NA PONTE JK
O ex-governador contextualiza a decisão com a tragédia da Ponte Juscelino Kubitschek, entre o Tocantins e o Maranhão, que desabou em dezembro de 2024, matando 14 e deixando 3 desaparecidos. “Deveriam ter tomado a mesma atitude. Ela caiu e matou gente inocente. Imagine a de Porto Nacional, que é o dobro da Ponte do Estreito… O tanto de morte que iria ocorrer se eu não tivesse parado e tomado aquela iniciativa”, argumentou.
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