CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.

Néris: CPI é “banca de pizza” e antecipação para “combinar com Amastha”

0
Néris: CPI é “banca de pizza” e antecipação para “combinar com Amastha”
avaliar matéria

O vereador Milton Néris (PP) também foi à Tribuna na sessão desta quarta-feira, 7, mirou as críticas ao presidente Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do PreviPalmas, Júnior Geo (Pros), devido à contratação da assessoria para auxiliar os trabalhos do grupo. O progressista defendeu que a empresa trabalha apenas para a presidência da CPI e criticou o gasto de R$ 90 mil da Câmara.

“Deveria usar recursos da sua verba de custeio e não da Câmara, uma vez que este assessoramento não serve para os demais vereadores. E me espanta contratar por R$ 90 mil uma assessoria para poder dar aula de Regimento. Nós temos uma Procuradoria, Assessoria Legislativa, das Comissões, dos vereadores, que fazem isto há mais de décadas, e o faz com brilhantismo”, disparou Milton Néris.

A observação do progressista deve-se à decisão de Júnior Geo de impedir a participação de vereadores que não são membros da comissão nas oitivas das testemunhas. O presidente teria preterido o parecer da Procuradoria da Casa em prol do entendimento da empresa. “Não entendi porque uma assessoria contratada está neste momento tentando interpretar regimento se isto é prática do dia-a-dia de todos”, comentou.

“Eu fui excluído da CPI. Eu não sei qual foi a preocupação do presidente. Talvez porque o incomoda a minha maneira de fazer a fiscalização. Nós tínhamos um convidado para tomar café, comer um lanchinho nesta Casa. Talvez as perguntas antecipadas era para poder combinar com ele [Carlos Amashta]. Acho que a ideia era essa”, disparou ainda Milton Néris.

O vereador voltou a fazer referência a um suposto acordo entre o presidente da CPI e o ex-prefeito. “Júnior Geo não vai me impedir de enquadrar aquele malandro [Amastha] porque o lugar dele é na cadeia, é devolver o dinheiro dos servidores, não é passar a mão na cabeça. E esta assessoria contratada no meu entendimento está é a serviço daquele malandro”, endureceu.

Milton Néris ainda chamou a comissão de “banca de pizza” e projetou a anulação dos trabalhos pela suposta desobediência de Júnior Geo ao Regimento Interno, citando haver até jurisprudência do Supremo Tribunal Federal neste sentido.


COMENTÁRIOS

Os comentários nas matérias do CT devem ser postados nas redes sociais pelos links:
https://www.facebook.com/PortalCT
https://Twitter.com/PortalCT
Contato com a Redação: redacao@clebertoledo.com.br

Leia também