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Parecer do TRE vê falhas e opina pela rejeição das contas da campanha de Marlon Reis

Parecer do TRE vê falhas e opina pela rejeição das contas da campanha de Marlon Reis
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Parecer técnico da Seção de Contas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) publicado nesta quinta-feira, 4, opinou pela reprovação das contas da campanha a governador do advogado Márlon Reis (Rede) no pleito ordinário de 2018. O relatório aponta quatro falhas na prestação do político, que registrou uma dívida de R$ 751.898,32 com as eleições.

Uma das irregularidades citadas no parecer é em relação a própria dívida declarada. Segundo a Seção de Contas, não há a assunção regular do Rede Sustentabilidade no que se refere à indicação da fonte dos recursos que serão utilizados para a quitação do débito assumido. Também não há cronograma de pagamento que não ultrapasse o prazo fixado para a prestação de contas.

O parecer também cita a constatação de gastos eleitorais efetuados em data anterior à entrega da prestação de contas parcial, mas não informados à época, no montante de R$ 670.152,98, que representa 64,5% do total de despesas. Ainda é citado a incompatibilidade entre a substancial variação dos saldos da prestação de contas retificadora e a anteriormente recebida.

Após surpreender na eleição suplementar de junho de 2018, Márlon Reis tentou novamente alcançar o Palácio Araguaia no pleito ordinário de outubro daquele ano, mas decepcionou. Mesmo sem ser bem conhecido do público tocantinense, o advogado ficou na quarta colocação com 9,91% dos votos válidos na primeira vez que tentou o cargo de governador. Entretanto, na segunda investida, em outubro, contou com o apoio de apenas 6,68% dos eleitores válidos, que o deixaram no terceiro lugar.

“Absolutamente tranquilo”
Márlon Reis disse em nota ao
CT que está “tranquilo” quanto à prestação de contas das eleições ordinárias de 2018. Segundo o advogado, a manifestação não se trata de “um parecer final” e que ainda está com prazo para apresentar a defesa. Ainda é garantido pelo ex-candidato que os débitos da campanha foram “devidamente assumidos pelo partido”. “Fiz uma campanha modesta, em que faltaram recursos mas sobrou dedicação dos meus apoiadores. Não cometemos falha alguma em todo o processo”.

Leia a íntegra da nota:

“Devo esclarecer que não se trata de um parecer final e muito menos de uma decisão do tribunal. Agora mesmo está aberto prazo para que eu me manifeste, o que farei formalmente nos próximos dias. Estou absolutamente tranquilo. O fato é que não há nenhuma irregularidade nas contas e isso ficará demonstrado perante o tribunal. Os débitos foram devidamente assumidos pelo partido como manda a lei e estou muito tranquilo quanto à regularidade da prestação de contas. Fiz uma campanha modesta, em que faltaram recursos mas sobrou dedicação dos meus apoiadores. Não cometemos falha alguma em todo o processo.
Ressalto que estou mantendo contato com nossos apoiadores e com lideranças com vista às eleições municipais do ano que vem.”


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