CLEBER TOLEDO
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Processo de impeachment contra Carlesse já é considerado irreversível por deputados

O processo de impeachment contra o governador afastado Mauro Carlesse (PSL) já é considerado irreversível por deputados ouvidos pela Coluna do CT. O presidente da Assembleia, Antônio Andrade (PSL), viajou para Colinas do Tocantins nesta quarta-feira, 1º, com o governador interino Wanderlei Barbosa (sem partido) e os dois conversaram muito.

Preocupação com o rito

O imbróglio agora é apenas jurídico. A preocupação é que tudo seja feito rigorosamente de acordo com a lei para evitar erros e futura anulação do processo. Para isso, o Regimento Interno será revisado para adequá-lo ao da Câmara dos Deputados. Algumas defasagens serão corrigidas, como a que diz que o voto no impeachment é secreto na Assembleia, mas deve aberto e nominal.

Presidente aguarda manifestação da Procuradoria da Assembleia

Na reunião de terça-feira, 30, o presidente Antônio Andrade ficou de se posicionar nessa quarta, o que não ocorreu porque ele pretende se manifestar sobre o processo somente quando tiver em mãos o parecer da Procuradoria Jurídica da Assembleia. Em entrevista ao “Alô, Tocantins” durante a agenda em Colinas, o presidente revelou que pretende ter um posicionamento sobre os pedidos de impeachment até semana que vem.

Pedidos de impeachment podem chegar a três

Também está sendo analisada a consistência dos pedidos de impeachment protocolados pelo presidente do Sindicato dos Servidores, Cleiton Pinheiro, e pelo deputado Júnior Geo (Pros). Um outro pode entrar na Assembleia, já que há um pedido para que o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) capitaneie o caso.

Decisão do presidente

Na reunião de terça-feira, 30, chegou-se a cogitar uma resolução conjunta dos deputados dando aceite ao processo de impeachment, mas Antônio Andrade foi alertado que será um ato nulo, uma vez que a prerrogativa é exclusiva dele. Contudo, ficou claro que já está formada maioria para a cassação do governador afastado. “Hoje o impeachment conta com 17 ou 18 deputados, mas na hora do voto vai contar com quase todos. Questão até de sobrevivência política”, avaliou um parlamentar ouvido pela coluna.


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