CLEBER TOLEDO
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Após repercussão nas redes, delegado da Divisão de Homicídios nega relação entre a morte de três mulheres em julho e garante: “Não há um maníaco”

O delegado-chefe da 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) de Palmas, Guido Camilo, divulgou um vídeo nesta sexta-feira, 7, para esclarecer sobre a morte de três mulheres na Capital em julho. A medida foi adotada após os casos repercutirem nas redes sociais com a possibilidade de estarem ligados devido as vítimas terem sido supostamente abusadas sexualmente, o que em pelo menos um caso é negado pela investigação.

Um dos casos sequer está sendo conduzido pela Divisão de Homicídios

Sobre a primeira morte, ocorrida no dia 8 de junho, na 1.303 sul, o delegado informou que trata-se de uma mulher de 47 anos de idade com histórico de doença. Guido Camilo ressaltou que a mulher foi encontrada sem roupas, todavia, a perícia médica legal constatou que não houve violência sexual ou morte violenta. Desta forma, o inquérito não está sendo conduzido pela 1º DHPP.  

Perícia não pode identificar violência sexual, mas hipótese não está descartada

Em relação ao caso da mulher encontrada no dia 27 de julho, próximo ao campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o delegado informou que a vítima tinha 33 anos e foi encontrada em avançado estado de decomposição. Ainda não foi possível identificar pela perícia médica legal, a causa da morte e se houve violência sexual. A perícia inicial, realizada no local, constatou que a mulher estava com as roupas íntimas “todas no lugar”. A autoridade policial informou que a 1ª DHPP trabalha com a hipótese de crime.

Perícia não concluída

O terceiro caso da mulher encontrada nas proximidades do Estádio Nilton Santos no dia 31 de julho, na quadra 1.506 sul, trata-se, conforme o Guido Camilo, de uma mulher de 29 anos encontrada somente de calcinha e com sinais de enforcamento e arrastamento. O delegado ponderou que ainda não se pode afirmar que houve violência sexual, pois é necessário a conclusão do exame pericial.

Não há um maníaco em Palmas

Ao fazer o balanço das investigações, Guido Camilo tenta tranquilizar os palmenses. “Não há qualquer ligação entre estes crimes, e, consequentemente, não há em Palmas um maníaco. A população – principalmente as mulheres – está sendo alardeada com notícias falsas que estão circulando nas redes sociais. Os dois casos investigados pela Divisão de Homicídio são casos complexos porque os corpos foram encontrados em áreas remotas, por isto peço a paciência de todos”, afirma o delegado, que garantiu todos os esforços para elucidar os casos. “Não há motivo de pânico para as mulheres”, emendou.

Confira abaixo a íntegra do vídeo:


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