Com a mudança no modelo de atendimento do Hospital Regional de Araguaína (HRA), que iniciou o processo de implantação do ‘protocolo vaga zero’, para funcionar exclusivamente por meio do sistema de regulação do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína orienta a população sobre o quando procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou uma unidade básica de saúde. Secretários municipais dos municípios da região e técnicos da Secretaria Estadual da Saúde se reuniram nesta quinta-feira, 9, para tratar das etapas de implantação do novo fluxo.
NOVO PROTOCOLO
A secretária municipal de Saúde de Araguaína, Dênia Chagas, apresentou as demandas de modo conjunto. “É um processo que iniciou no ano passado e contou com treinamento de profissionais para esse novo protocolo. Mas a obrigação repentina, com uma decisão judicial contra o Estado, pegou a todos de surpresa. Após um ano do treinamento, já houve uma grande rotatividade dos profissionais, que precisam dessa atualização”, afirmou.
PERFIL DOS ATENDIMENTOS
Não haverá mudança no perfil de atendimento da UPA de Araguaína, que é de urgência e emergência de média complexidade, nem alterações nos serviços pactuados com as cidades no entorno. A unidade seguirá atendendo pacientes da cidade com casos clínicos e fraturas, e ainda é referência para apenas os casos clínicos encaminhados na região.
DUAS MUDANÇAS NA UPA
As únicas duas mudanças na UPA serão a absorção dos pacientes de baixa gravidade do quadro clínico, que antes procuravam o pronto socorro do HRA, e a ampliação do atendimento de fratura dos moradores de Araguaína. Até o dia 21 de julho, a unidade municipal receberá pessoas com fraturas expostas nos dedos. Nesta data, o Estado vai reavaliar o fluxo para o serviço.
FLUXO
A UPA é responsável pelo atendimento de urgências e emergências de média complexidade, funcionando como porta de entrada para pacientes que necessitam de avaliação e estabilização clínica. Na área ortopédica, a unidade atende casos de menor complexidade, como entorses, contusões leves, luxações isoladas, fraturas fechadas de ossos curtos e pequenas fraturas expostas de falanges (dedos). Quando o paciente necessita de internação, cirurgia ou atendimento de maior complexidade, a equipe realiza a estabilização e solicita a transferência por meio da Central de Regulação.
PORTA DE ENTRADA DO SUS
Já Unidades Básicas de Saúde (UBS) são a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e são responsáveis pelos atendimentos de menor complexidade e pelos serviços de atenção primária. Nelas, a população tem acesso a consultas médicas e de enfermagem, acompanhamento de doenças crônicas, vacinação, renovação de receitas, exames de rotina, curativos, pré-natal e atendimento de sintomas leves que não configuram urgência ou emergência.
CASOS ORTOPÉDICOS DE MAIOR COMPLEXIDADE
O Hospital Regional de Araguaína (HRA) permanece responsável pelos casos ortopédicos de maior complexidade, como fraturas de ossos longos, fraturas que necessitem de redução e pacientes politraumatizados. Também continuam sendo encaminhados diretamente ao HRA os casos de acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio (IAM), pacientes com queimaduras e pessoas em surto psiquiátrico, conforme os protocolos estabelecidos entre o Município e o Governo do Estado.
REFORÇO
O período com maior movimento na UPA é a segunda-feira pela manhã. Para agilizar o atendimento dos pacientes neste horário, em maioria sem gravidade, a Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína direcionará parte do fluxo dos pacientes residentes em Araguaína para a UBS que fica ao lado. A unidade ganhou reforço médico para atender a esta demanda. Ao final da primeira semana de mudanças no HRA, os números não demonstram impacto do atendimento da UPA, de acordo com dados do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), responsável pela gestão da unidade.
NÚMERO DE ATENDIMENTOS
Entre os dias 1° e 9 de julho a UPA realizou 2.364 atendimentos, com média de 76 pacientes por dia, além de 4.110 procedimentos assistenciais, entre exames e outros atendimentos que auxiliaram na maior precisão dos diagnósticos e na definição dos tratamentos médicos. Do total de atendidos, 46,66% foram classificados como urgência menor, 42,39% como urgência, 11,17% como urgência maior e 0,34% como emergência.
OUTROS REGISTROS
O volume é significativamente inferior ao registrado em junho, quando a unidade contabilizou 9.266 atendimentos, média de 309 pacientes por dia, o equivalente a mais de 12 atendimentos por hora, e realizou ainda 15.233 exames. O perfil dos pacientes permaneceu praticamente o mesmo, com percentuais de classificação de risco muito semelhantes entre os dois períodos.












