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LIVROS & CIA – Crise nas livrarias

LIVROS & CIA – Crise nas livrarias
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A venda de livros pela internet, a disponibilização de livros grátis (plágio) na rede mundial de computadores, e a venda de e-books têm causado uma crise sem precedentes na indústria do livro no Brasil. Duas das maiores redes de livrarias do Brasil – Cultura e Saraiva – estão em recuperação judicial e já fecharam dezenas de lojas em todo o país.

Livros digitais e e-books

Não confunda livros em formato digital – PDF, HTML, ePub… – com e-book. Livros digitais são conteúdos eletrônicos que podem ser acessados em equipamentos eletrônicos como computadores, tablets e celulares. Seu formato é quase sempre rígido. E-books têm leitores específicos – Kindle, Lev, Kobo, entre outros. Os e-books são interativos: você pode procurar o significado de uma palavra no dicionário contido no próprio aparelho – bastando para isso pressionar sobre a palavra da qual deseja saber o significa. Pode também traduzi-la, sublinhá-la e compartilhar trechos inteiros em suas redes sociais.

UFT

Por falar em livros em formato digital, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) está disponibilizando seis deles para download: Desenvolvimento Regional e Territorial no Tocantins; Experiências e reflexões sobre ensino de línguas na contemporaneidade; Experimentos de ser e de estar; Fundamentos básicos da oftalmologia e suas aplicações; Gênero e diversidade na escola – cenas, contextos e indicadores educacionais no Tocantins; História da educação e métodos de aprendizagem em ensino de História; e Resenhas sobre Palmas, uma cidade sustentável. As obras estão disponíveis neste link.

Conceição Evaristo

A escritora Conceição Evaristo é conhecida por seu interesse na população afro-brasileira. Ela tem dezenas de livros publicados: Olhos D`Água, Beco da memória, Ponciá Vicêncio, Insubmissas lágrimas de mulheres… No ano passado a escriba chegou a ser cotada para a Academia Brasileira de Letras, mas perdeu a vaga para o cineasta Cacá Diegues.

Insubmissas Lágrimas

Insubmissas lágrimas de mulheres, publicado em 2011, foi baseado em entrevistas reais da autora com mulheres negras de todas as idades. “Quando escrevo, quando invento, quando crio a minha ficção, não me desvencilho de um ‘corpo-mulher-negra em vivência” e que, por ser esse “o meu corpo, e não outro’, vivi e vivo experiências que um corpo não negro, não mulher, jamais experimenta”. Nesse sentido, o livro é fundamental para a compreensão da violência e das dores sofridas diariamente pelas negras na sociedade.

Saramago

O português José Saramago nunca sai de moda. E quando seu nome começa a ser menos comentado, a imprensa, as redes sociais ou o cinema reavivam nossa memória. Depois de Ensaio sobre a cegueira ganhar as telas do cinema, em 2008, agora será a vez do romance O ano da morte de Ricardo Reis. 

O livro

Ricardo Reis, como se sabe, é um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Em O ano da Morte de Ricardo Reis, ele é um médico erudito, que passa uma temporada no Brasil. De volta a Lisboa, é confrontado com os acontecimentos de 1936, tanto em sua pátria como fora dela: a ditadura fascista de Salazar; os acontecimentos que levaram à Segunda Guerra Mundial; a Frente Popular francesa; a Guerra Civil espanhola; a expansão do nazista. Pessoa, curiosamente, descreveu o nascimento, mas não a morte de Ricardo Reis. Tarefa assumida com maestria por seu conterrâneo.

Longa metragem 

No cinema, quem dará vida a Ricardo Reis será o ator brasileiro-mexicano Chico Diaz. O longa será dirigido por João Botelho, que em recente entrevista ao site c7nema.net, disse que as gravações começam no próximo mês, no Brasil e em Portugal. O elenco, além Chico Díaz, conta com Luís Lima Barreto, como Fernando Pessoa; Catarina Wallenstein, como Lídia; e Victoria Guerra, como Marcenda.

Pinga-Fogo

O jornalista, poeta e cronista tocantinense Zacarias Martins lançou recentemente o livro de poesia Pinga-Fogo (Editora Veloso). Segundo o jornalista Cleber Toledo, que assina um comentário na contracapa da obra, Zacarias presenteia o leitor com ironia e humor, nesses versos ora sarcásticos, ora ácidos que marca essa obra. “Com eles, o nosso autor preferido da região sul nos leva a rir e a pensar, atingindo o objetivo de todos aqueles que se propõem a escrever com seriedade pelo humor e sarcasmo”, observa Cléber Toledo.

O que você está lendo?

Mascos Kastro – Filósofo – “A leitura nos proporciona prazer, eis tudo. A pedido do autor dessa coluna – amigo de estrada e de leituras – compartilho meu livro da vez. Estou, pela enésima vez, relendo o monstro sagrado Millôr Fernandes em um dos seus primeiros escritos: Lições de um ignorante. O humor mordaz do mestre Millôr já mostrava que esse país não era/é para ser levado a sério. Uma leitura obrigatória para quem quer adentrar no sarcástico universo de Millôr Fernandes e para os devotos do genial escritor uma rememorada em uma de suas melhores obras; se bem que escolher o melhor de Millôr seria escrever uma obra”.


Jornalista Rubens Gonçalves (Divulgação)

 

RUBENS GONÇALVES
É jornalista no Tocantins
rubensgoncalvessilva@gmail.com


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