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CESAR HALUM / Combater a fome, eis a questão!

No próximo dia 16 de outubro será comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Essa data foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) com o intuito de desenvolver uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial. O objetivo da organização é alcançar a segurança alimentar de todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular a alimentos de alta qualidade suficientes para levar uma vida ativa e saudável.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018 cerca de 821 milhões de pessoas passavam fome no mundo tendo a África com as maiores taxas de fome no planeta.

É extremamente oportuno discutir esse tema nesse momento de pandemia em que além de elevado número de pessoas famintas constata-se o aumento do consumo mundial de alimentos, redução dos estoques no mundo todo e aumento das cotações internacionais de produtos agrícolas.  

A reflexão torna-se mais importante ainda na medida em que a população mundial atingiu cerca de 7,9 bilhões de pessoas com perspectivas de atingir 9,7 bilhões até 2050 segundo o Worldometer – Real Time World Statistics. Ou seja, a população mundial está aumentando e em função disso haverá o crescimento da demanda mundial por comida. Há, portanto, necessidade de aumento da produção mundial de alimentos para atender a demanda futura, o que deverá exigir novos investimentos e novas áreas produtivas. Na realidade há poucas regiões disponíveis para ampliação da produção agropecuária no mundo. Brasil, Argentina e África Subsaariana estão entre essas regiões.

Nesse contexto o Brasil é o país com maior capacidade para responder a esse aumento da demanda por alimentos tendo em vista a boa disponibilidade de áreas agricultáveis e a utilização intensiva de tecnologia nos processos produtivos que propiciará o aumento das produtividades médias das lavouras e da pecuária.

Nesse cenário o Tocantins, que já começa a ganhar expressão na produção de grãos – com área de 1,12 milhões de hectares de soja, 306 mil ha de milho e 109 mil ha de arroz, passa a assumir papel de extrema relevância na medida em que precisará ampliar sua produção seguindo o padrão da sustentabilidade, economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo.

Ao que tudo indica os produtores tocantinenses estão convencidos da importância dessas ações e estão se esforçando para serem referência em termos de sustentabilidade. Utilizando largamente o plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, conservação de solos, matas ciliares, rios e nascentes e as áreas de preservação permanentes (APPs). Um Estado novo que busca a viabilidade econômica de sua agropecuária, mas seguindo os padrões conservacionistas.


CESAR HALUM
É médico veterinário (UFG), secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e apresentador do programa Mundo Agro, no SBT Tocantins.


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