Palmas vive uma fase de expansão imobiliária sustentada por crescimento populacional, renda elevada, geração de empregos formais e aumento da atividade empresarial, segundo estudo apresentado pela Prospecta durante o Ademi Conecta, evento promovido pela Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário do Tocantins (Ademi-TO), no auditório da Escola do SESI, na Capital.
121,3 MIL DOMICÍLIOS
O levantamento aponta que Palmas tem 323,6 mil habitantes e 121,3 mil domicílios. A taxa geométrica de crescimento anual da Capital foi de 2,58% entre 2010 e 2024, acima da média do grupo de cidades comparáveis analisado no estudo.
O dado indica que, mesmo com porte menor em relação a outras praças avaliadas, Palmas mantém ritmo acelerado de expansão urbana e formação de novas demandas habitacionais.
RENDA MÉDIA CHEGA A R$ 10.164
Entre os indicadores econômicos, Palmas aparece em primeiro lugar no grupo comparado em renda média familiar, com R$ 10.164.
A Capital também lidera em número de empresas, com 59.814 registros. Comércio e serviços concentram a maior parte da atividade empresarial, reforçando o peso do setor terciário na economia local.
157,7 MIL EMPREGOS FORMAIS
O levantamento identificou 157,7 mil empregos formais na faixa de 25 a 59 anos. O dado é considerado relevante para o mercado imobiliário pela relação entre emprego formal, acesso a crédito e capacidade de financiamento.
DECISÕES COM BASE EM DADOS
Para o presidente da Ademi-TO, João Paulo Tavares, o crescimento de Palmas exige decisões mais técnicas por parte do setor imobiliário.
“Palmas continua crescendo, mas esse crescimento precisa ser lido com responsabilidade. O mercado imobiliário não pode depender apenas da percepção ou da intuição. Estudos como esse ajudam o setor a compreender onde está a demanda, quais são os movimentos da cidade e que tipo de produto faz sentido para cada região e perfil de consumidor”, afirmou.
OCUPAÇÃO MÉDIA DE 69,19%
O estudo também analisou o setor de hospedagem em Palmas. A cidade conta com 49 hotéis e 1.982 unidades habitacionais. A taxa média de ocupação é de 69,19%, com diária média de R$ 331,87.
Segundo o levantamento, o mercado é sustentado principalmente por hotéis de padrão intermediário, especialmente os de três estrelas, que concentram a maior parte dos quartos e apresentam melhor desempenho.
AIRBNB COM 622 UNIDADES
A pesquisa identificou 622 unidades disponíveis no Airbnb em Palmas. Desse total, 311 estavam ativamente listadas no momento da coleta.
A maior parte da oferta é formada por imóveis de um e dois dormitórios. Segundo o estudo, esse perfil indica aderência a produtos compactos, flexíveis e de uso prático, voltados tanto para estadias temporárias quanto para investidores interessados em locação.
DEMANDA NÃO DEPENDE DE UMA ÚNICA TEMPORADA
A análise aponta que Palmas não depende de uma única temporada concentrada para sustentar a demanda por hospedagem e locação de curta duração.
O comportamento da ocupação indica mercado ativo ao longo do ano, com oscilações, mas sem sazonalidade extrema. Para o setor imobiliário, o dado amplia a discussão sobre produtos residenciais que combinem moradia, investimento e uso eventual.
NOVOS EMPREENDIMENTOS
O estudo conclui que a leitura do mercado imobiliário de Palmas deve considerar diferentes fatores, como crescimento populacional, renda, emprego formal, mobilidade, centralidades urbanas, perfil das famílias, hospedagem e comportamento dos investidores. Segundo a Ademi-TO, o objetivo é contribuir para que novos empreendimentos sejam planejados com maior precisão, considerando regiões com potencial de expansão, tipologias mais adequadas e a transformação urbana da Capital.

















