Plataforma independente de pesquisa e visualização de dados socioeconômicos, o ‘Brasil em Mapas’ publicou no dia 9 de março o estudo “Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados do Brasil”. O documento investiga a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) das 27 unidades da federação ao longo de três décadas (1995 a 2025) com base em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e projeções alinhadas às contas nacionais divulgadas neste mês. O Tocantins aparece com destaque no levantamento.
TOCANTINS TEVE 2º MAIOR CRESCIMENTO DO PAÍS
Em três décadas, o PIB real brasileiro acumulou crescimento de 222%, mas em ritmos profundamente distintos entre as regiões e estados. O Centro-Oeste (408%) e o Norte (354%) lideram as altas, impulsionados pela expansão do agronegócio e da fronteira agrícola. Mato Grosso foi quem mais cresceu de 1995 a 2025, com alta de 661%, mas é seguido pelo Tocantins, que registrou avanço de 594% no Produto Interno Bruto.
SALTO DE R$ 73 BILHÕES
O PIB nominal tocantinense era de R$ 1,84 bilhão em 1995. Em 2025, este número saltou para R$ 75,25 bilhões. A diferença em 30 anos é de R$ 73,4 bilhões.

DESEMPENHO PODE SAIR AINDA MAIOR
O governo estadual repercutiu os dados publicados pelo ‘Brasil em Mapas’. Para o secretário do Planejamento e Orçamento do Tocantins, Mauricio Parizotto, a expectativa é que esse cenário seja ainda mais positivo, já que a estimativa é de que o PIB de 2025 alcance R$ 80,9 bilhões. “Acompanhamos esse desempenho de forma permanente. Esse monitoramento nos permite avaliar tendências e orientar o planejamento das políticas públicas. Pelas estimativas mais recentes, há espaço para um resultado ainda mais positivo”, afirmou por meio da assessoria.
PRODUÇÃO AGRÍCOLA, EXPORTAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA INFRAESTURURA DE TRANSPORTE
Entre os fatores que influenciaram este crescimento, o governo estadual lista a produção agrícola impulsionada pela mecanização, pelo uso intensivo de tecnologia e pela expansão da área cultivada (9,46 milhões de toneladas de grãos na última safra); a ampliação da infraestrutura de transporte e logística (BR-153, ferrovia e plataforma multimodal); e o crescimento das exportações (US$ 3 bilhões em 2025).
OUTRAS REGIÕES
O Nordeste (265,7%) e o Sul (226,9%) apresentam desempenho intermediário, enquanto o Sudeste registra a menor média regional (184%), refletindo o ritmo mais moderado de economias maduras como São Paulo (150%) e Rio de Janeiro (191%). O menor crescimento foi do Distrito Federal (127%). A mediana ponderada nacional, que considera o peso econômico real dos estados no PIB, ficou em 190% — um valor mais representativo do centro da distribuição do que a média simples (299,2%)
Confira a íntegra do levantamento do Brasil em Mapas:















