O deputado federal Antônio Andrade (PSDB) emitiu nota ainda na manhã desta terça-feira, 19, para esclarecer o apoio dado a uma emenda que descaracteriza toda a proposta pelo fim da escala 6×1. O tucano afirma que a assinatura tem o objetivo de “ampliar a discussão” sobre a redução da jornada de forma em busca do menor impacto “para trabalhadores e empresas”. Conforme o parlamentar, o posicionamento oficial só se dará em Plenário. “Na discussão e votação do mérito das propostas que vocês poderão julgar meu posicionamento”, escreve o congressista, que ainda se compromete com “soluções equilibradas”.
ENTENDA
Ao lado dos deputados Alexandre Guimarães (MDB), Filipe Martins (PL) e Eli Borges (PL), Antônio Andrade assinou uma emenda apresentada por Sérgio Turra (PP/RS) que altera drasticamente a intenção inicial da redução da jornada. O texto prevê a implementação do fim da escala 6×1 por dez anos, muda a meta de 36 horas por 40 horas semanais; amplia o poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas e chega a criar uma brecha para jornadas de até 52 horas semanais.
Leia a íntegra da nota:
Em reposta à matéria publicada no site Cléber Toledo e veiculado em outras mídias do estado do Tocantins sobre minha assinatura de apoio a uma emenda à PEC 221/2019 que trata do fim da escala 6×1, faço o seguinte esclarecimento:
Gostaria de esclarecer que não houve qualquer posicionamento meu contra o fim da escala 6×1. As emendas que assinei têm o objetivo de ampliar a discussão de como se dará essa mudança com menor impacto para os trabalhadores e para as empresas.
Não é correto afirmar que estou contra os trabalhadores apenas por ter apoiado uma emenda que ainda vai ser discutida e votada no Plenário. É no Plenário, na discussão e votação do mérito das propostas que vocês poderão julgar meu posicionamento.
Reitero meu compromisso com soluções equilibradas, que protejam os trabalhadores e, ao mesmo tempo, assegurem o funcionamento regular de setores estratégicos.
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