CLEBER TOLEDO
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Após fala de Bolsonaro, Dimas flexibiliza e permite abertura de comércio; “Ato perigoso e até irresponsável”, diz Célio Moura

Estabelecimentos são obrigados a adotar medidas para diminuir as chances de contágio

Após indicar uma flexibilização dos planos de contenção contra o Covid-19 somente para a próxima, o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (Podemos) se antecipou no dia seguinte ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, que defendeu a retomada da economia, e publicou no Diário Oficial na noite dessa quinta-feira, 26, um novo decreto para retirar a suspensão obrigatória de algumas atividades comerciais. Ao mesmo tempo, o texto do Paço recomenda uma série de restrições que devem ser cumpridas como medidas de prevenção contra o coronavírus.

Orientações de Bolsonaro

Para a decisão, Ronaldo Dimas diz ter levado em consideração o contestado pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). “Tomamos essas novas medidas considerando as orientações do governo federal, feitas por meio do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, avaliando ainda os resultados negativos realizados, até o momento, pela Secretaria Municipal da Saúde em Araguaína. Intensificamos a capacitação dos nossos servidores da saúde para assegurar a continuidade do trabalho de atendimento e monitoramento dos casos suspeitos na cidade”, disse o prefeito.

Estabelecimentos beneficiados

O documento que entra em vigor a partir desta sexta-feira, 27, permite o retorno do atendimento de restaurantes, lanchonetes, food-trucks, açaiterias, pizzarias, sanduicherias. Também está fora da suspensão obrigatória os estabelecimentos comerciais em geral, centros comerciais, lojas de conveniências, padarias. Salões de beleza, barbearias, esmaltarias e similares também podem funcionar

Medidas de segurança

Apesar da permissão, os estabelecimentos que retornarem as atividades devem adotar medidas para diminuir as chances de contágio, como disponibilizar álcool líquido ou em gel para funcionários e clientes, evitar superlotação do espaço físico interno, além de divulgar informações sobre a prevenção. Faz parte ainda das orientações a intensificação das ações de limpeza, manter espaçamento mínimo de dois metros entre mesas, estações de trabalho ou pontos de atendimento, adotar mecanismos para manter os ambientes arejados e saudáveis. O consumo de bebida alcoólica nos bares, restaurantes e distribuidoras segue proibido.

Seguem em suspensão

Permanecem suspensos ainda por tempo indeterminado todos e quaisquer eventos públicos e privados, tais como: shows, atividades culturais, festas, confraternizações, tanto em áreas públicas quanto privadas e os serviços de mototaxistas. Transporte coletivo continua operando com limite de 50% de lotação e passes livres para idosos e estudantes estão suspensos. Ainda seguem fechados o Parque Cimba, Parque das Águas, clubes e balneários e academias.

Ato perigoso e até irresponsável

O deputado federal Célio Moura (PT), que é araguainense, reagiu à decisão de Dimas. Para ele, o prefeito agiu “sob pressão, dos empresários e comerciantes ao abrir mão das restrições contra a pandemia que ameaça a população”. “Achei um ato perigoso e até irresponsável do prefeito, que não aguentou dois dias, e suspendeu o decreto”, disse Moura.

Será responsabilizado

Para o parlamentar, se a Covid-19 chegar a Araguaína, “ele [Dimas] será responsabilizado”. “Enquanto todos os Estados e as capitais brasileiras tomam medidas mais severas para evitar a chegada do coronavírus, o prefeito de Araguaina suspende o fechamento do comércio, abranda as restrições feitas à população, citando no seu novo decreto, o discurso do presidente Bolsonaro. A pandemia já matou 77 pessoas e já atingiu 2.981 pessoas em todo o Brasil. A ameaça é real”, avisou Moura.


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