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Eduardo Siqueira Campos / O destino de Cinthia: ou vai ou racha!  

Eduardo Siqueira Campos / O destino de Cinthia: ou vai ou racha!  
4.6 (92%) 15 votos

A menos de um ano das eleições municipais na capital, somente uma pesquisa qualitativa poderia avaliar o sentimento do eleitor e balizar os rumos da sucessão em Palmas.                   

 Antes de pensar em contabilizar a intenção de votos, os nomes dos candidatos e suas rejeições, cabe uma análise do cenário macro político, onde surgem muitas perguntas e respostas.     

Em primeiro lugar, descobrir as reais chances de reeleição que tem a atual ocupante do cargo, a Prefeita Cinthia Ribeiro.             

Competência e desenvoltura, somada a experiência de ter sido a companheira do João Ribeiro, Cinthia tem. Isso mostra que ainda há tempo e que nada está perdido, para quem tem a segunda maior máquina administrativa, perdendo apenas para o governo estadual

EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS É deputado estadual licenciado

Como ela nunca teve seu nome testado nas urnas pairam muitas dúvidas sobre a capacidade que ela terá para tornar-se uma candidata viável.  Respostas pontuais para itens como: 

Por qual partido Cinthia será candidata? A situação é difícil, já que ela é filiada no PSDB do ex-senador Ataídes, e é ele quem detém o comando do partido. Esse fato obriga a prefeita  arranjar outra sigla para chamar de sua. Como todas as agremiações partidárias estão “ocupadas” por políticos experientes, mais uma avaliação passa a merecer especial atenção: Quem vai apoiar Cinthia Ribeiro?  

Vejamos como andam as relações da prefeita com o mundo político. Começando pela Câmara de Vereadores, o quadro de hoje não se mostra bom, já que ela não tem a maioria no parlamento e nem boas relações com o legislativo municipal. Podemos enquadrar nessa mesma situação, o Senado Federal e também a Câmara dos Deputados. Ninguém se apresenta como aliado da luta da Cinthia pela sua reeleição.   Até o senador Eduardo Gomes que era considerado próximo, já anda bastante afastado da prefeitura.                                                                                 

 Já a Assembleia Legislativa transformou-se na maior trincheira de combate à prefeita. Ali se concentram a maioria dos possíveis candidatos concorrentes, cinco deles já declarados.                                

O Palácio Araguaia abriga outro adversário de peso da prefeita, um  antigo pretendente ao cargo, Wanderlei Barbosa, candidatíssimo!         

Também é impossível falar na sucessão de Palmas, sem citar o nome do ex-prefeito Carlos Amastha. Há quem diga que ele não quer ganhar as eleições, mas apenas derrotar Cinthia Ribeiro.                                         

Olhando assim, a prefeita teria que ter uma rara habilidade política, digna dos grandes articuladores políticos, como o seu saudoso marido e senador, João Ribeiro. Se ele estivesse vivo, ela jamais estaria nessa situação.                                   

Nem mesmo a facilidade de falar em público e a sua empatia pessoal, conseguem assegurar a certeza de reeleição da prefeita. Aí entra o tal fogo amigo, esse que não se apaga com gasolina. Se é verdade que ela não contratou combatentes das queimadas, parece faltar também os bombeiros políticos.

Corre dentre os seus secretários a maldosa notícia de que ela é viciada em longas séries de TV. Afirmam ser essa a razão para o descumprimento da sua própria agenda. São pessoas infiltradas que não perdoam a prefeita por cantar em público, nos shows e eventos da prefeitura, enquanto áreas estratégicas esperam por uma atitude. Que fique claro, esses boatos nascem dentro da estrutura municipal e rapidamente ganham as redes sociais. Passou da hora fazer a depuração e formar o time Cinthia Ribeiro.             

Estando em casa ou no edifício que abriga o seu gabinete, a prefeita parece estar distante da imprensa e da população. Cabe somente a ela a tarefa sair de casa e partir para corpo a corpo. Competência e desenvoltura, somada a experiência de ter sido a companheira do João Ribeiro, Cinthia tem. Isso mostra que ainda há tempo e que nada está perdido, para quem tem a segunda maior máquina administrativa, perdendo apenas para o governo estadual.         

Desde que ela não transforme a si mesma  no seu maior adversário, seria hora de demitir os “assessores” quem não trabalham, substituindo por gente que  conecte a imagem da boa gestora , com a arte de colher votos. Vale lembrar que a ex-prefeita Nilmar Ruiz (2004) fez uma grande gestão, aprovada por 80% da população, mas que resultou em uma grade derrota nas urnas. Enfrentar outros candidatos e os inimigos públicos, não é tarefa para amadores ou iniciantes. Ela sabe o que fazer, mas até agora não demonstra ter certeza de que será mesmo candidata

Em tempo de crises e incertezas, cabe a prefeita articular o seu grupo de apoio, coordenação e construção do cenário para sua reeleição. Se assim não fizer, a  sua próxima série a assistir, será Cinderela, aquela  que viu a sua linda carruagem virar abóboras, a meia noite, só que do dia 31 de dezembro de 2020.


EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS
É deputado estadual licenciado, foi prefeito de Palmas, deputado federal, senador e secretário de Estado no Tocantins
[email protected]

(Afastado da política, Eduardo Siqueira Campos escreverá quinzenalmente neste espaço)


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