A primeira pesquisa de intenção de voto registrada em 2026 já foi suspensa pela Justiça Eleitoral. A decisão é do juiz Marcelo Augusto Ferrari Faccioni e acolhe pedido protocolado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). O magistrado destaca duas das quatro irregularidades apontadas pela sigla para proibir a divulgação do levantamento feito pelo instituto Lucro Ativo. A empresa também ficou impedida de novas divulgações até posterior definição do Judiciário sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
SEM DEMONSTRATIVO E ERRO NA INDICAÇÃO DO PARTIDO DE LAUREZ
Conforme a decisão, o Lucro Ativo não apresentou o Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE) do ano anterior ao da eleição, o que é exigido para pesquisas realizadas com recursos próprios. “Compromete a transparência e impede a fiscalização da origem dos recursos e da capacidade operacional da empresa”, justifica. O juiz Marcelo Faccioni também questiona o “vício material grave” de colocar o vice-governador Laurez Moreira (PSD) como filiado do PDT. “A atribuição equivocada em pesquisa estimulada possui potencial concreto de distorcer a manifestação de vontade do entrevistado”, argumenta.
OUTROS PONTOS QUESTIONADOS
Para além das irregularidades apontadas pelo PDT na ação, o Em Off da CCT tinha apontado também para o fato da pesquisa ter considerado na disputa pelo Palácio Araguaia o ex-governador Mauro Carlesse (PSD), que não é mais pré-candidato; e ignorado o deputado federal Vicentinho Júnior e o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos), dois nomes que trabalham para se consolidar no processo sucessório.
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