A movimentação política no Tocantins acelerou nesta semana com o anúncio de lançamentos de pré-candidaturas ao governo do Estado, trocas partidárias estratégicas e o aumento da pressão interna na base do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Enquanto nomes como a senadora Professora Dorinha (União Brasil) já anuncia o lançamento de sua pré-candidatura para o dia 7, contando com a possibilidade de reunir até mais de uma centena de prefeitos, o presidente da Assembleia, Amélio Cayres (Republicanos), pode buscar outros caminhos fora da base palaciana e PSD e PSDB articulam novas filiações para fortalecer suas chapas visando as eleições de outubro.
CONFLITO INTERNO NO REPUBLICANOS

Amélio, diplomaticamente, subiu o tom em relação ao seu futuro político. Em entrevista ao programa Tribuna do Povo, da rádio Nova FM, de Gurupi, na terça-feira, 3, o parlamentar negou ter dado um “ultimato” ao governador Wanderlei Barbosa pela presidência do Republicanos, mas foi enfático ao afirmar que precisa do comando de uma legenda para viabilizar sua pré-candidatura ao governo. Ele descartou ocupar as vagas de vice ou de senador na chapa de Dorinha, reforçando que seu foco é o Executivo estadual. O presidente da Aleto ainda sugeriu que o governador foque na gestão administrativa, deixando a articulação política para o grupo.
O FATOR DORINHA E A REAÇÃO DO GOVERNADOR
A senadora Dorinha finalmente fez uma menção à pré-campanha ao governo estadual em 2026. Em material enviado à imprensa na quarta-feira, 4, a congressista defendeu que o debate público no Tocantins precisa avançar para propostas concretas de desenvolvimento e planejamento de longo prazo, e cita a necessidade de mais reflexão sobre o futuro e menos disputas políticas. A manifestação vem em meio ao fortalecimento da pretensão ao Palácio Araguaia do presidente da Assembleia Legislativa (Aleto), Amélio Cayres (Republicanos), que disputa com justamente com ela a indicação pela base governista.
WANDERLEI VAI DECLARAR APOIO?

Dorinha marcou para o dia 27 o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado, com a expectativa de reunir mais de 100 prefeitos. Também estão sendo convidados os presidentes nacionais dos partidos aliados e ainda do Senado, Davi Alcolumbre (AP-UB), e da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (PP-PB). Dos presidentes de partidos os convites foram enviados ao do União Brasil, Antônio Rueda, do Progressistas, Ciro Nogueira — sigla que acabou de entrar no grupo palaciano com o comando passando para a deputada estadual Janad Valcari –, e também do Republicanos, Marcos Pereira. Essa movimentação ocorre sob a dúvida do apoio de Wanderlei a Dorinha, embora o deputado estadual Moisemar Marinho tenha revelado que recebeu orientações do governador para marchar ao lado da senadora nas eleições de outubro.
NEGOU RENÚNCIA COM CONTUNDÊNCIA
Em resposta ao clima de incerteza, o governador Wanderlei minimizou as críticas da oposição — que especula sobre sua possível renúncia — afirmando que os adversários “inventam boatos por não conseguirem montar chapa”. Nunca o governador havia negado com tanta contundência a renúncia que esperam dele para abril como fez na tarde de quinta-feira, 5, num evento da Educação em Porto Nacional. Ele reagiu a uma matéria divulgada por veículos do Tocantins que afirma que o Republicanos nacional estaria exigindo que Wanderlei seja candidato a senador. “Estão dizendo que serei candidato porque Brasília falou. Quem fala de minha candidatura sou eu. Não sou candidato, vou terminar meu mandato e desafio um dirigente do Republicanos que me faça sair do governo”, disparou no discurso.
PSDB E PSD: A REORGANIZAÇÃO DAS OPOSIÇÕES

As oposições também se movimenta para oferecer alternativas ao eleitorado:Articulação do PSD: O vice-governador Laurez Moreira alinhou estratégias em Brasília com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O partido programou um encontro estadual para o dia 25 de março para consolidar novas filiações e diretórios, posicionando-se como um fiel da balança na disputa.
Reforço Tucano: O deputado federal Antonio Andrade, o mais votado do estado em 2022, pelo Republicanos, oficializou sua migração para o PSDB. Ao lado de Vicentinho Júnior, Andrade reforçou o projeto majoritário da legenda, classificando-o como a renovação necessária para o Tocantins.
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