CLEBER TOLEDO
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TEMPO REAL / Com apoio maciço da base de Wanderlei a seu projeto para o Senado, Dorinha fica emparedada

O que mais escuto em todas as rodas de conversa de política é que a deputada federal Dorinha Seabra Rezende (União Brasil) teria o apoio de pelo menos 19 deputados estaduais e da maioria esmagadora dos prefeitos que compõem a base do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). O projeto dela tem conquistado adesões dos líderes palacianos em função direta da rejeição deles à pré-candidatura da senadora Kátia Abreu (PP). Claro que isso é ótimo para Dorinha, mas a joga contra a parede quando a discussão chega ao cabeça da chapa majoritária.

A pré-candidata tem dito — e repetiu em áudio à Coluna do CT pelo WhatsApp nesse domingo, 15 — que o senador Eduardo Gomes (PL) é seu principal parceiro nesse projeto de chegar ao Senado. A questão é que Gomes é o principal parceiro também de outro pré-candidato, mas ao governo, o ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (PL), que chamou Dorinha nos festejos de seu aniversário em 27 de abril de “nossa senadora”.

Gomes se diz determinado a entrar na campanha de Dimas e seu maior desafio é quebrar a resistência de prefeitos e deputado estaduais ao nome do ex-prefeito de Araguaína. Como a coluna já afirmou, Dimas é um dos quadro mais preparados do Estado para a gestão, e os resultados que obteve no comando de Araguaína é prova cabal disso. Contudo, o sucesso de um projeto eleitoral depende, mais até do que da experiência e do portfólio, de apoio político.

Enquanto prefeitos e deputados estaduais preferirem, em sua imensa maioria, o palanque do governador Wanderlei, Dorinha estará numa tremenda saia justa, diante da pressão para que ingresse no projeto do Palácio Araguaia. Parlamentares já disseram à coluna que trabalham dia e noite nessa articulação.

Diante disso, já há até os que defendem que haveria apenas um jeito de não permitir que Dorinha suba no palanque de Wanderlei: o próprio Gomes se colocar na disputa pelo Palácio. Dessa forma, o senador — e só ele, garantem os que advogam essa hipótese — conseguiria dividir consideravelmente os apoios de prefeitos e deputados. Aí, sim, Dorinha encontraria o respiro de que precisa para ficar com a oposição.

Como Gomes tem dito que permanecerá em Brasília, poderá ficar impossível colocar a deputada com Dimas. Afinal, a pressão sobre ela é tremenda.

É a leitura mais consistente da atual conjuntura que ouvi de importantes líderes do Estado.

CT, Palmas, 16 de maio de 2022.


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