
A regional de Palmas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet) informou ter oficiado a Secretaria Municipal da Educação (Semed) na quarta-feira, 27, para cobrar a adoção imediata de medidas administrativas e estruturais para garantir o funcionamento adequado da Escola Sávia Fernandes. Em janeiro, a unidade sofreu com a queda de parte da estrutura que atingiu áreas administrativas, a sala dos professores e duas salas de aula. O Paço anunciou uma restauração emergencial no dia seguinte ao acidente, mas cinco meses depois do episódio, o Sintet denuncia o que chama de “profunda desestruturação física e funcional”.
A CCT acionou a Prefeitura de Palmas e aguarda manifestação.
IMPROVISO
O Sintet afirma ter recebido relatos de que uma série de espaços da unidade tiveram suas funções alteradas de forma improvisada. A biblioteca passou a funcionar no refeitório, comprometendo tanto o acesso ao ambiente pedagógico quanto a utilização adequada do espaço destinado à alimentação. Além disso, a secretaria escolar, a supervisão pedagógica, a sala dos professores, os atendimentos da sala de recursos e os serviços de acompanhamento psicológico passaram a compartilhar a sala de jogos, espaço considerado incompatível para o desenvolvimento destas atividades.
SALA DE RECURSOS DESATIVADA
Outro problema apontado pelo sindicato é a desativação da sala de recursos multifuncionais, destinada ao atendimento educacional especializado, que foi transformada em sala de aula regular. Com isso, estudantes da educação especial ficaram sem o atendimento específico assegurado por lei. O documento também informa que o pátio da escola está sendo utilizado como sala de aula improvisada e que o Laboratório de Informática (LABIN) encontra-se sem funcionamento, após ser adaptado para abrigar setores da gestão e do financeiro da unidade.
Diante do quadro, o Sintet fez as seguintes cobranças:
- Realização imediata de vistoria técnica na unidade, com emissão de laudo sobre as condições estruturais do bloco atingido e dos demais espaços utilizados;
- Adoção de medidas emergenciais para restabelecer ambientes adequados e seguros para o funcionamento da escola;
- Retomada imediata do atendimento educacional especializado em espaço apropriado;
- Apresentação de cronograma oficial das obras e intervenções necessárias;
- Divulgação das providências já adotadas pela Secretaria e das medidas previstas para garantir a continuidade do ano letivo sem prejuízos pedagógicos aos estudantes e sem sobrecarga aos profissionais da educação.

SINTET AGUARDA POSICIONAMENTO E NÃO DESCARTA ACIONAR ÓRGÃO DE CONTROLE
A presidente da regional de Palmas do Sintet, Rose Marques, destacou que a entidade acompanha a situação com extrema preocupação e aguarda uma manifestação oficial da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O sindicato ressalta ainda que, caso não sejam adotadas providências concretas para solucionar os problemas identificados, poderá encaminhar a situação aos órgãos de controle e fiscalização competentes.
















