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Tradicional Copa do Craque termina em Gurupi com confusão e troca de acusações entre vereadores e PM

A final do tradicional Copa do Craque, considerada a maior competição esportiva amadora do Tocantins, terminou nesse domingo, 26, em confusão em Gurupi, com vereadores e Policia Militar trocando repúdios. Conforme o portal Atitude, o jogo entre Malvinas e MaxZen ficou em 1 a 1 no tempo normal e para ser decidido nos pênaltis.

Confusão e spray

Quando os jogadores se preparavam para as cobranças, a torcida entrou no campo para acompanhar de perto. De acordo com o Atitude, o presidente da Liga Esportiva Tocantins Araguaia, Wilson Castilho, solicitou o apoio da PM para retirar os torcedores que estavam no local. Então, ocorreu uma confusão e a corporação usou spray de gás lacrimogênio para dispersar as pessoas.

Divergências de versões

Aí começam as divergências de versões. Torcedores disseram que os policiais já teriam chegado jogando spray, num local em que haviam crianças e mulheres e o vento ajudou a espalhar o spray.

Ato de repúdio

Dois vereadores criticam a ação da PM, André Caixeta (PSB) e Eduardo Fortes (PSDB). De acordo com o portal Atitude, após o spray atingir os torcedores que corriam para fora do campo, Fortes foi em direção aos militares e seguido por Caixeta, juntamente com parte do público presente, para protestar contra os militares. “Foi um ato que repúdio, não precisava a PM jogar spray nos torcedores crianças e idosos foram atingidos e passaram mal, por isso, fui protestar e questionar”, disse o vereador Eduardo Fortes ao site.

Não havia necessidade

Caixeta disse ao Atitude que foi até os policiais dizendo que não havia necessidade do spray. “Em momento algum faltou respeito de ambas as partes até porque foi pedido pelos policiais que estavam no local para que ajudássemos a tirar as pessoas que se encontravam dentro do campo”, contou  parlamentar.

Inadmissível

Ele disse ter “o maior respeito pela Polícia Militar”. “Costumo falar que se tem algo em nosso Estado que temos orgulho são nossas corporações, porém, é inadmissível o ocorrido, pois nossa população é ordeira”, lamentou Caixeta.

Incitando a população

Num áudio que circula nas redes sociais, o comandante do 4°BPM, tenente-coronel Jaime Porfírio, fala de “ânimos e preferências políticos” no evento e de distribuição “de cerveja e churrasco de graça para o povo”. “Se nota aí até um vereador bastante exaltado, em vez de estar protegendo a administração pública, fazendo seu papel de vereador, tentando acalmar a população, estava incitando a população para cima da Polícia Militar. Uma coisa que me traz profunda chateação”, afirmou o comandante.

Cidadão embriagado

Ele lembrou que quem tem “o mando de campo” é o juiz. “Se o juiz pediu o apoio da Polícia Militar para tirar a população de dentro do campo, a Polícia Militar chega, tentar conversar, argumentar, tentando conscientizar o cidadão. Mas como você vai conscientizar um cidadão embriagado?”, questionou.

Não estão preparadas

O comandante do 4°BPM, tenente-coronel Jaime Porfírio, lembrou que houve torcedor que colocou a “mão na cara do policial”, xingando e desacatando. “Mas o policial manteve sua postura de homem da lei, diferente de outras lideranças do nosso município, que demonstraram que não estão preparadas para o papel”, lamentou.

Ouça o áudio do comandante:

Ação de pré-candidatos

Em nota, a Associação das Praças e Servidores Militares do Estado do Tocantins (Aspra-TO) repudiou o que chamou de “ação de alguns pré-candidatos de Gurupi”, que, segundo a entidade, “partiram para cima dos policiais militares que estavam realizando a segurança daquele evento, inclusive incitando populares contra a força policial”. “O inesperado ocorreu quando alguns pré-candidatos, inclusive com mandato, incitaram o público presente a invadir novamente o campo pra tirar satisfação com a PM, os próprios pré-candidatos invadiram o campo de futebol apontando o dedo na cara dos Policiais Militares, cometendo o absurdo de cobrar satisfações dos nobres trabalhadores, profissionais capacitados para tal. Os Policiais, como de costume, mantiveram o controle emocional e não revidaram as provocações”, afirma a nota publicada na página da Aspra-TO nas redes sociais.

Medidas a serem adotadas

A associação diz no documento que “enaltece a atuação dos policiais na ocorrência e estuda as medidas a serem adotadas para que situações assim não voltem a acontecer em nossa cidade”.

Confira a íntegra da nota da Aspra-TO:

NOTA DE REPÚDIO

A ASPRA-TO Associação das Praças e Servidores Militares do Estado do Tocantins vem a público repudiar a ação de alguns Pré-Candidatos de Gurupi neste domingo (26/01), na Copa do Craque, onde partiram pra cima dos Policiais Militares que estavam realizando a segurança daquele evento, inclusive incitando populares contra a força policial.

Os Operadores de Segurança Pública no exercício de suas funções constitucionais, receberam a solicitação da Organização do Evento e do Árbitro da partida de futebol, para restabelecerem a ordem dentro de campo que no momento tinha sido invadido pelos torcedores e impossibilitavam a disputa de pênaltis que ocorreria naquele momento. Os Policiais diligentemente retiraram as pessoas do campo sem causar lesão em nenhum dos presentes, nem sequer fazer uso da força física pra isso.

O inesperado ocorreu quando alguns pré-candidatos, inclusive com mandato, incitaram o público presente a invadir novamente o campo pra tirar satisfação com a PM, os próprios pré-candidatos invadiram o campo de futebol apontando o dedo na cara dos Policiais Militares, cometendo o absurdo de cobrar satisfações dos nobres trabalhadores, profissionais capacitados para tal. Os Policiais, como de costume, mantiveram o controle emocional e não revidaram as provocações.

Diante do tumulto provocado pelos incitadores o evento prosseguiu em condições precárias, as pessoas ordeiras ficaram impossibilitadas de continuar assistindo ao evento, em razão de não ser possível visualizar as cobranças de pênaltis do local reservado aos torcedores. A segurança dos atletas também esteve comprometida por causa da proximidade da torcida adversária. Uma vitória da balburdia e daqueles que trabalham contra o bem da sociedade.

Ressalta-se que os Policiais tocantinenses gozam de prestígio nacional, como uma das tropas mais ordeiras e disciplinadas, e que neste lamentável episódio a eles cabia a segurança, como técnicos formados para tal e representantes do estado, e nenhuma ingerência por parte de terceiros pode ser admitida. Em qualquer hipótese de descontentamento ou “achismos”, existem os meios competentes para reclamação e apuração.

Ainda, o spray de gás lacrimogênio é inofensivo a saúde humana, tem sua indicação para aquela situação e dos níveis de emprego de força possíveis aos policiais foi utilizado o de menor proporção. O uso foi feito pelos militares especializados, corretamente instruídos, o fizeram em direção ao solo, da forma que rezam os manuais pertinentes.

Todavia se os pré-candidatos que faziam campanha política naquele local, não concordam com a atuação policial que buscassem os órgãos competentes para fazer de forma técnica suas reclamações, e de forma alguma têm o direito de tumultuar o evento esportivo, desrespeitar os Policiais Militares ou exigirem satisfação dos mesmos de forma incitadora, onde com toda a certeza transformaram uma situação simples em um cenário de caos que não fosse o preparo dos agentes de segurança poderia haver danos de maiores proporções.

A ASPRA-TO enaltece a atuação dos Policiais na ocorrência e estuda as medidas a serem adotadas para que situações assim não voltem a acontecer em nossa cidade.


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