CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.

Única indígena tocantinense na COP-26, Narubia Werreria alerta sobre a Ilha do Bananal: “Está secando e pode não existir”

Presidente do Instituto Indígena do Tocantins (INDTINS), a ativista Narubia Werreria está em Glasgow, na Escócia, onde ocorre a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26). Iniciado na segunda-feira, 1º, e com programação até sexta-feira, 12, o evento reúne 196 líderes mundiais signatários do acordo de Paris para traçar estratégias que freiem o aquecimento global. 

Maior ilha fluvial pode desaparecer

A única indígena tocantinense presente na COP-26, Narubia Werreria pauta a importância dos povos originários na preservação da natureza e alerta para a seca grave que afeta os rios do Tocantins e, especialmente, a Ilha do Bananal, onde a comunidade da etnia Karajá, autodenominada Iny, reside. “A maior ilha fluvial do mundo, que é tombada pela Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – como berço das águas,  hoje está secando e pode não existir, pela seca dos rios”, comentou por meio da assessoria.

Necessidade de expor situação internacionalmente

A presença da ativista na COP-26 foi possível graças ao apoio da JIBOIANA, Organização da Sociedade Civil Internacional que doou fundos para líderes indígenas brasileiros irem ao evento. Em Glasgow, Narubia Werreria está articulando com organizações, empresários e ativistas de todo o mundo, medidas que auxiliem na luta pela preservação ambiental do Tocantins e do Brasil. Para a presidente do INDTINS, os perigos da degradação ambiental não são vistos na política regional e nem mesmo ao nível nacional, por isso há uma necessidade de expor essa situação em eventos internacionais e buscar fomento a projetos de restauração da natureza.

Maior delegação indígena

Conforme a assessoria da presidente do INDTINS, os povos indígenas levaram a maior delegação da história do evento, são mais de 40 líderes dos povos originários que entregam aos líderes mundiais a carta de Tarumã, onde revelam o aumento da destruição da natureza no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), além de apontar a existência de um genocídio ao  não criar medidas efetivas de combate à Covid-19 nos territórios indígenas.


COMENTÁRIOS

Os comentários nas matérias do CT devem ser postados nas redes sociais pelos links:
https://www.facebook.com/PortalCT
https://Twitter.com/PortalCT
Contato com a Redação: redacao@clebertoledo.com.br

Leia também