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“Diálogos Literários” no dia 15 visa formar leitores; quadrinista Mariana Paraizo vem a Palmas

“Diálogos Literários” no dia 15 visa formar leitores; quadrinista Mariana Paraizo vem a Palmas
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Livros e Companhia

Diálogos literários

A próxima edição do projeto Diálogos Literários vai acontecer no dia 15. A iniciativa é de professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e acontece uma vez por mês na Livraria Leitura, no Capim Dourado Shopping, a partir das 10h30. O objetivo é fomentar a leitura e a discussão de obras literárias na capital, além da formação de público leitor de literatura.

Convite à leitura

Segundo o professor de Filosofia e coordenador do projeto, professor Roberto Antônio Penedo do Amaral, o principal objetivo é a formação de leitores. “Com a apresentação de obras e autores, tanto universais quanto da literatura contemporânea brasileira, o Diálogos Literários busca alcançar tais leitores e leitoras, mediante interlocução direta e convite à leitura e à interpretação”, explica. Também colaboram com a organização dos encontros as professoras Juliana Santana (Filosofia) e Roseli Bodnar (Teatro).

Sexta cultural

Por falar em ação cultural em Palmas, a Agência Estadual de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc) realiza no próximo dia 28 a primeira edição do projeto Sexta Cultural. Os encontros de artistas e amantes da cultura em geral vão acontecer semanalmente, das 18h30 às 23 horas, em frente ao Memorial Colunas Prestes, e terá música, artesanato, gastronomia e exposição de livros de autores tocantinenses. A iniciativa, segundo os organizadores, conta também com o apoio da deputada estadual Claudia Lelis (PV).

Quadrinhos

Depois do festejado escritor Raphael Fontes (RJ), o Sesc Tocantins traz à Capital a quadrinista Mariana Paraizo, também do Rio de Janeiro. Ela vai ministrar a oficina Quadrinhos – o desenho pode esperar, entre os dias 24 e 28, das 19 às 22 horas, na Sala de Música 1 do Centro de Atividades Sesc Palmas, na 502 Norte. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas neste link até o dia 24 ou até o preenchimento das vagas, que são limitadas.

Sobre a oficina

De acordo com o Sesc-TO, a oficina Quadrinhos – o desenho pode esperar apresenta uma amostragem de HQs e trabalhos de arte moderna e contemporânea. Durante a oficina serão apresentados propostas e exercícios para a criação de narrativas, com o foco no desenvolvimento de cenas em detrimento de enredos.

Felicidade

A pedagoga e escritora Mirele Jácome, de Aguiarnópolis, norte do Tocantins, lançou nessa sexta-feira, 7, seu primeiro livro de contos e poesias, Felicidade. A noite de autógrafos aconteceu no Colégio Estadual Nazaré Nunes da Silva, daquela cidade. Na obra, a autora trata de questões como fé, esperança, preservação ambiental, amor dentre outros assuntos por ela vividos; tudo numa linguagem simples e despretensiosa. “Felicidade é o primeiro livro lançado na cidade, por isso representa o nascimento das letras em Aguiarnópolis”, disse a autora, em entrevista ao seu colega Zacarias Martins.

Luto nas letras

A morte da escritora Agustina Bessa-Luís, de 96 anos, ocorrida no dia 3, causou grande comoção em Portugal, tanto que foi decretado um dia de luto oficial na cidade de Porto, onde ela morava. A famosa escritora já havia se afastado da vida pública, por razões de saúde, há cerca de duas décadas.

Quase desconhecida

Festejada em sua terra natal, Agustina não era muito conhecida no Brasil. Há, inclusive, poucas obras da autora disponíveis nos sites das livrarias brasileiras. Talvez sua obra mais conhecida por aqui seja A Sibila, publicada no ano passado em coleção da Folha de S.Paulo. O livro é 1954, e trata das memórias de três gerações da família Teixeira, proprietária secular de uma fazenda. Confira uma reportagem sobre a escritora: https://rr.sapo.pt/video/155114/o-mundo-de-agustina

Premiada

Em sua trajetória, a autora recebeu inúmeros prêmios e honrarias: Delfim Guimarães, Eça de Queiroz, Grande Prêmio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores, Vergílio Ferreira e Camões – o mais importante da língua portuguesa. Foi condecorada como Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada, de Portugal, em 1981; elevada a Grã-Cruz em 2006; com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, da França, em 1989; e a Medalha de Honra da Cidade do Porto, em 1988.

Lançamento

Já está nas livrarias o mais recente livro da antropóloga e historiadora Lilia Moritz SchwarczSobre o autoritarismo brasileiro. A obra desmistifica a tese de que somos um povo cordial, pacífico e tolerante. Em um momento no qual ataca-se a imprensa e a intelectualidade, discute-se – de forma histérica – a sexualidade e a religião do outro, nada melhor que as reflexões contidas nesse livro.

Teses autoritárias

Ao ser questionada, em recente entrevista à IstoÉ, sobre nossa tendência em apoiar teses autoritárias, a autora explicou o seguinte: “somos um país em que, a todo momento, revelamos nossa raiz autoritária – por conta do nosso passado, mas também por conta do nosso presente. Me preocupo com o fato de nós, brasileiros, termos muito forte esse sentimento de denegação, ou seja, colocar sempre a culpa no passado. O livro procura mostrar que existem raízes do passado, mas que estamos construindo, de forma muito evidente e nada pacífica, o nosso presente. Por isso, acredito que os brasileiros, em momentos de crise, mostram uma veia autoritária”.

Mais vendidos

Ficção

A garota do lago, do estadunidense Charlie Donlea, é um fenômeno de vendas no Brasil. Famoso por construir thrillers de tirar o folego – protagonizados por personagens femininas extremamente fortes – Donlea mescla flashes de passado e presente que fazem o leitor literalmente entrar na história. Em A garota do lago, seu livro de estreia, ele conta a história da Becca Eckerley e a repórter investigativa Kelsey Castle. Becca tinha a vida perfeita e era amada por todos, mas o destino trágico dessa jovem brutalmente assassinada numa pacata cidade faz com que a repórter Kelsey mergulhe numa investigação por respostas a esse crime e, ao mesmo tempo, fará com que ela enfrente os próprios demônios.

Não-ficção

Mês após mês, o livro A sutil arte de ligar o f*da-se, do estadunidense Mark Manson, continua no topo da lista dos mais vendidos no país. Na obra, Manson usa sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. Mas o livro atrai sobretudo pela linguagem, uma espécie de conversa “ao pé do ouvido” com o leitor, com piadas e exemplos. Algumas situações são tão óbvias que, por isso mesmo, que nunca antes havíamos parado para pensar sobre elas.


 

RUBENS GONÇALVES
É jornalista no Tocantins
rubensgoncalvessilva@gmail.com


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