No coração pulsante do Brasil, o Rio Araguaia traz consigo histórias, suspiros e olhos atentos ao horizonte. Por décadas, o véu de névoa da travessia lenta envolveu almas e sonhos. A balsa balançava não só nas águas, mas na paciência e no tempo de um povo que ansiava pela mudança.
Eis que surge, silenciosa e imponente, uma ponte de quase dois quilômetros — um arco de aço e concreto que costura a paisagem, unindo margens, destinos e esperanças. É mais que uma obra: é a mão estendida do futuro, que atravessa o presente com a mesma firmeza dos passos que o atravessam.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto ao governador Laurez Moreira, são os guardiões desta travessia, que rompe as cadeias do passado. Derrubam barreiras não só físicas, mas jurídicas e sociais, para que o progresso flua livremente como o rio que agora se vê acolhido por essa ponte.
Cada centímetro dessa extensão é um verso de coragem, uma promessa sussurrada ao vento para todos que sonham com a prosperidade e a justiça. Ao longo do asfalto, passeiam os frutos da terra, o suor do trabalhador, o relógio que ganha ritmo e a vida que se abre em novas oportunidades.
Esta ponte é o pulso firme que liga Tocantins e Pará, o elo que transforma a distância em conversa, espera em encontro, barreira em caminho. É a promessa materializada de um amanhã onde o sonho não naufraga nas águas da insegurança, mas floresce sob as asas da união.
Que cada passo dado sobre ela ecoe como um canto de esperança, e que este percurso seja sempre a travessia do povo brasileiro rumo ao progresso, à integração, à vida.
JOÃO PORTELINHA DA SILVA
É professor titular da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e pós-doutorado pela Universidade de Coimbra.
















