Um jornalista brasileiro, isso mesmo, brasileiro e não argentino, que não é da área da saúde, no ano de 2013 resolveu sem comprovação nenhuma noticiar que Messi era autista. Essa notícia se espalhou pelo mundo todo se tornando uma das maiores fakes news já existentes — e que prejudicou em muito no avanço para entender sobre o transtorno.
O médico do atleta negou, sua família idem e o jornalista também se desculpou, mas essa pergunta e dúvida ainda surgem atualmente. Uma notícia dessa faz um estrago tremendo no autismo.
Falar que Messi parece ou tem sintomas de autismo é uma ofensa muito grande para quem o tem de verdade porque o sintoma é completamente diferente de diagnóstico e compromete quem trabalha e dá o diagnóstico final, que é o médico acompanhado de uma série de profissionais capacitados e com anos de estudos e muito critério clínico.
Na nossa realidade de hoje, quase qualquer pessoa consegue um diagnóstico de autismo. Está banalizado. Todo mundo agora é autista. Fica bonito dizer isso. Mas a realidade de quem enfrenta as dificuldades globais de saúde não é nada bela.
Pior é que quem mais se prejudica é o autista real, aquele que precisa de tratamento, de cuidados, de suporte real. Isso só enfraquece e torna mais difícil a vida daqueles que realmente precisam das políticas públicas, fonoaudiólogos, terapias ocupacionais, psicólogos, de apoio, de espaço e acaba sempre prejudicando as famílias que realmente precisam.
Informação é importante. Mas diagnóstico é responsabilidade
AGNALDO QUINTINO
É administrador, empreendedor educacional, palestrante, gago, surdo e feliz
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