A COORDENAÇÃO DA BANCADA

A bancada federal do Tocantins no Congresso Nacional vai realizar na terça-feira, 10, reunião com os congressistas do Estado, no gabinete dela em Brasília, de prestação de contas e para eleger o novo coordenador do colegiado, responsável por articular e encaminhar as emendas coletivas do Estado no Orçamento da União. Nos bastidores, a expectativa é de que a senadora Dorinha Seabra Rezende (União Brasil) seja reconduzida à função, diante da avaliação de que a coordenação deve permanecer no Senado. É a terceira vez que ela coordena a bancada — uma como deputada federal e duas como senadora.
RODÍZIO CÂMARA/SENADO
Até recentemente, havia um rodízio informal entre deputados e senadores na liderança da bancada — um ano para cada Casa. Mas, com o enorme crescimento do volume de recursos das emendas de bancada, os congressistas passaram a considerar mais eficiente que o cargo seja ocupado por um senador, que dispõe de maior estrutura técnica para lidar com o trabalho orçamentário.

DIFERENÇA ABISMAL
A diferença de estrutura entre as duas Casas pesa nessa avaliação. Enquanto um senador conta, em média, com três assessores dedicados exclusivamente ao acompanhamento do orçamento, esse número muitas vezes corresponde ao total de pessoal que permanece no gabinete de um deputado federal em Brasília. Embora os deputados tenham direito a até 25 secretários parlamentares, normalmente apenas três ou quatro ficam na capital federal; os demais atuam nos estados, dando suporte político às bases eleitorais.
MAIS DE R$ 415 MILHÕES
A coordenação da bancada ganhou ainda mais relevância com o aumento dos valores envolvidos. Para o Orçamento de 2026, as emendas de bancada do Tocantins somam R$ 415.758.065. Os parlamentares do estado firmaram um acordo para dividir o montante igualmente entre os 11 integrantes da bancada federal — três senadores e oito deputados federais —, o que representa cerca de R$ 38 milhões para cada parlamentar indicar em projetos e investimentos nos municípios tocantinenses.
DINHEIRO E MAIS DINHEIRO
Além das emendas de bancada, os congressistas contam com as chamadas emendas individuais, que em 2026 devem chegar a aproximadamente R$ 40,2 milhões por deputado federal e R$ 68,5 milhões por senador. Há ainda as emendas de relator, popularmente conhecidas como “emenda PIX”, que também podem ampliar os recursos destinados ao estado.
MANTER A CONDUÇÃO
Com o volume crescente de verbas e a necessidade de articulação técnica para encaminhá-las no orçamento federal, a escolha da coordenação da bancada passou a ser considerada estratégica. Nesse cenário, a possível recondução de Dorinha é vista por parte dos parlamentares como uma forma de manter a condução das negociações e a organização dos recursos destinados ao Tocantins.
QUER DORINHA

Entre os que defendem a permanência da senadora Dorinha Seabra Rezende (UB) à frente da coordenação da bancada federal está o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos). Ele já bateu o martelo com a Secretaria de Representação da Capital em Brasília, que agora está sob o comando do administrador Maurílio Ricardo — foto —, para que faça a defesa da manutenção de Dorinha na coordenação dos congressistas tocantinenses.
TRÊS DE OLHO NA PRESIDÊNCIA

A eleição da mesa diretora da Câmara de Gurupi deve ocorrer somente em novembro, mas, segundo vereadores disseram à coluna, já há movimentação aqui e ali para discutir a antecipação do processo, como tem ocorrido em vários legislativos municipais. O atual presidente é Ivanilson Marinho (PL) — na foto, à dir. –, mas existem outros interessados em concorrer ao cargo. Também são possíveis concorrentes Matheus Monteiro (PRD) — à esq. — e Colemar da Saborelle (Podemos), todos da base da prefeita Josi Nunes (UB).
3 DOS 17
Até porque a oposição na Câmara é composta por apenas 3 dos 17 vereadores: André Caixeta (PSB), Daiane da Vitória dos Bichos (PSB) e Pedro Moraes (PDT).
OS DOIS MAIS FORTES
O que se diz nos bastidores é que a disputa mais forte deve ser entre o atual presidente Ivanilson e Matheus. Segundo parlamentares avaliaram para a coluna, qualquer um dos dois pode ganhar essa disputa.
MAIS UM ARGUMENTO CONTRA A RENÚNCIA

Mais um cálculo político surge na discussão sobre a renúncia ou não do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Dessa vez projeta-se para 2030, quando ocorrerão as próximas eleições estaduais. Isso porque os defensores dessa tese avaliam que seria muito melhor Wanderlei disputar a eleição de Senado em 2030 do que a de 2026. Porque, se ele não renunciar em abril e a senadora Dorinha Seabra Rezende (UB) for eleita governadora em outubro, ela não concorrerá nas eleições daqui a quatro anos, pelo menos no que diz respeito ao Senado. Nas disputas seguintes às deste anos, se estiver no comando do Palácio, Dorinha vai à reeleição.
OU LU, OU DORINHA
Nesse cenário, quem será a concorrente de Wanderlei pela vaga de Senado daqui a quatro anos será a hoje primeira suplente de Dorinha e ex-prefeita de Arapoema, Lucineide Parizi Freitas, a Professora Lu (UB), que herdará o mandato por quatro anos, caso a titular assuma o governo do Tocantins em janeiro. Dessa forma, quem analisa a questão por esse aspecto, defende que é outro motivo para o governador não renunciar. Se permanecer no cargo até janeiro de 2027, ao invés de enfrentar Dorinha em 2030, Wanderlei vai disputar a única vaga disponível para o Senado com a Professora Lu. Será que faz sentido?

ELE VOLTOU
O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) retornou ao cargo de diretor de Fiscalização do Procon Tocantins o servidor Magno da Silva Pinto, conforme pediram os chefes de núcleo do órgão após a demissão dele no dia 13 de fevereiro. O substituto posto no lugar de Magno, Gabriel Pereira Pinheiro, foi exonerado. As publicações dos atos ocorreram no Diário Oficial do Estado dessa quarta-feira 4.
PRESSÃO VALEU
A exoneração de Magno não agradou os funcionários do órgão, com quem ele mantinha excelente relacionamento. Vários chefes de núcleos regionais de diferentes localidades chegaram a enviar ofício ao superintendente do Procon, Euclides Correa Costa, solicitando a permanência do ex-diretor. A pressão funcionou e o diretor está de volta.
AMIZADE MOVIDA POR PROPÓSITOS

O secretário extraordinário do Matopiba, Carlos Amastha, fez uma grande declaração de amizade a Eduardo Siqueira Campos (Podemos), nas suas redes sociais nessa quarta-feira, 4, quando o prefeito de Palmas aniversariou. “Existem amizades que são boas e existem outras que são movidas por propostos e assim tem sido a nossa, uma amizade que não nasceu só da convivência, mas do compromisso de fazer Palmas ser de verdade a melhor cidade do mundo para se viver”, afirmou Amastha em sua declaração.
LEGADO DE SIQUEIRA
Para o também ex-prefeito de Palmas, caminhar ao lado de Eduardo, “nessa nova missão junto ao fortalecimento do Matopiba, é reconhecer o tamanho da responsabilidade e também a força da sua liderança”. “Você tem conduzido nossas almas com presença, com coragem e com serenidade de quem entende que governar é principalmente servir”, disse também Amastha. Para ele, Eduardo, “com muito orgulho, mantém vivo o legado do nosso grande fundador Siqueira Campos, não como lembrança, mas como direção no modo de olhar pra frente, de sonhar grande, e principalmente de realizar”, postou o secretário do Matopiba da Capital.
IA E O REENCONTRO DE LUANA E JOÃO RIBEIRO

A ex-deputada estadual Luana Ribeiro fez uma bela homenagem ao pai, o senador João Ribeiro, falecido em dezembro de 2013, como uma espécie de lançamento de sua pré-candidatura à Assembleia nas redes sociais. Com o uso de Inteligência Artificial, Luana promoveu um reencontro com seu pai e, com o texto carregado de emoção, lembrou da falta dele, avisou que não desistiu da carreira política iniciada em 2006 e afirmou: “Pai, esse reencontro é para afirmar que a missão continua”.
POLÍTICA E AMOR
No vídeo, Luana afirmou: “Pai, quantas vezes eu quis te ouvir mais uma vez? Quantas vezes precisei da sua palavra firme? Você partiu em 2013, mas deixou em mim algo que ninguém leva, um amor pela política feita com dignidade. Você me ensinou que servir as pessoas é um ato de amor e quem entra na política sem amor se perde”.
Assista:
SANDOVAL RECEBE APOIOS EM TOCANTÍNIA

O ex-governador Sandoval Cardoso (SD), pré-candidato a deputado federal, conquistou apoios em Tocantínia. Entre seus novos aliados estão o ex-prefeito Manoel Silvino, principal liderança cidade que ele governou por três mandatos. Também estarão na campanha do ex-governador o presidente da Câmara, Edney Reis (PDT), e os vereadores Leomar Xerente (PSD), Afonso Tavares (Republicanos) e Elso Krensu (PDT), além do líder político Pedro Ivo.
BASEADO NO DIÁLOGO
Para Sandoval, os apoios reforçam a construção de um projeto baseado no diálogo com as lideranças locais e na valorização das demandas dos municípios. “Tenho um compromisso com cada cidade do Tocantins. Nosso projeto nasce do diálogo, do respeito e da vontade de continuar trabalhando pelo desenvolvimento do Estado”, afirmou.
FRASE DO DIA

“Vou caminhar com ele. É um projeto que o Tocantins precisa.”
Antônio Andrade, deputado federal, ao se filiar ao PSDB, em Brasília, nessa quarta-feira, 4, sobre a pré-candidatura de Vicentinho Júnior ao governo do Estado.
















